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Análise de concorrentes de marketing: como estruturar um processo com dados reais

Análise de concorrentes de marketing: como estruturar um processo com dados reais
Entenda a importância da análise de concorrentes de marketing e veja como fazê-la passo a passo de forma eficiente.

Entenda a importância da análise de concorrentes de marketing e veja como fazê-la passo a passo de forma eficiente

Fazer uma análise de concorrentes marketing permite entender melhor o cenário em que uma empresa está inserida e encontrar referências para tomar decisões mais estratégicas. 

Mas muito além de observar apenas o que outras marcas estão publicando, esse processo busca transformar informações do mercado em dados que possam orientar campanhas, conteúdos e investimentos.

Para isso, é importante definir quais empresas realmente devem ser acompanhadas, selecionar métricas comparáveis e criar uma rotina de análise que faça sentido para os objetivos do negócio.

Sendo assim, neste artigo, você vai entender por que esse processo é importante e acompanhar um passo a passo para estruturar uma análise da concorrência baseada em dados reais. Continue a leitura!

Resumo executivo

  • A análise de concorrentes compara posicionamento, canais, estratégias e resultados para identificar oportunidades e referências de mercado;
  • Concorrentes diretos, indiretos e substitutos devem ser avaliados separadamente, já que disputam o público de maneiras diferentes;
  • As métricas escolhidas precisam estar relacionadas aos objetivos da análise e ser comparáveis entre as empresas;
  • Dados isolados ganham valor quando são transformados em benchmarks para orientar decisões;
  • A análise deve ser atualizada periodicamente, acompanhando mudanças no mercado e nas estratégias dos concorrentes.

Por que fazer a análise de concorrentes de marketing?

Por mais importante que seja acompanhar os próprios resultados, olhar apenas para os dados internos pode limitar a interpretação sobre a performance da empresa.

Imagine, por exemplo, que o alcance orgânico de uma marca tenha caído 15% em determinado trimestre. Isoladamente, o dado parece negativo, certo?

Porém, se outras empresas do mesmo segmento apresentaram quedas semelhantes no período, é possível que exista uma mudança mais ampla no comportamento do público, na plataforma ou no próprio mercado.

É justamente aí que a análise da concorrência de uma empresa ganha importância. 

Afinal, ela adiciona contexto aos dados internos e ajuda a identificar tendências, oportunidades e ameaças que dificilmente seriam percebidas olhando apenas para o próprio desempenho.

Além disso, analisar concorrentes permite compreender quais canais recebem mais atenção no segmento, formatos de conteúdo que são explorados, como outras marcas se posicionam e quais estratégias parecem ganhar espaço.

Portanto, o objetivo não é simplesmente copiar aquilo que funciona para outra empresa. 

Na realidade, a análise deve servir como referência para formular hipóteses e tomar decisões mais embasadas, considerando as particularidades do próprio negócio.

Por que fazer a análise de concorrentes de marketing
Imagem: Magnific / Por: Pikisuperstar.

Como fazer análise da concorrência passo a passo

Uma boa análise começa antes mesmo da coleta dos dados. 

Isso porque acompanhar diferentes empresas e métricas sem critérios bem definidos pode gerar um grande volume de informações, mas poucos insights realmente úteis para a estratégia.

Dessa forma, entender como fazer a análise dos concorrentes de marketing passa pela construção de um processo organizado, que começa na escolha das empresas que serão acompanhadas e segue até a análise e revisão periódica dos resultados.

A seguir, confira quais são essas etapas e o que deve ser feito em cada uma delas!

1. Entenda a diferença entre concorrentes diretos, indiretos e substitutos

Sem dúvidas, o primeiro passo é definir quem realmente deve fazer parte da análise. Para isso, vale a pena separar as empresas em três grupos:

  • Concorrentes diretos: que oferecem produtos ou serviços semelhantes para públicos também semelhantes. Por exemplo, uma agência de marketing especializada em pequenas empresas pode considerar outras agências com a mesma proposta como concorrentes diretos;
  • Indiretos: resolvem a mesma necessidade por meio de soluções diferentes. Nesse caso, uma consultoria de marketing poderia competir indiretamente com cursos ou plataformas que ajudam pequenas empresas a estruturar suas próprias estratégias;
  • Substitutos: que disputam o mesmo orçamento ou atenção do consumidor. Dependendo do contexto, uma empresa pode decidir não contratar uma agência e direcionar aquele investimento para montar uma equipe interna.

Ao separar esses grupos, você evita comparações inadequadas e amplia a compreensão sobre quem realmente disputa espaço com a marca.

2. Defina os objetivos e critérios da análise de concorrentes de marketing

Com os concorrentes mapeados, é hora de determinar o que a empresa deseja descobrir.

Afinal, uma análise pode ter como objetivo entender quais marcas apresentam maior presença nas redes sociais, comparar estratégias de conteúdo, observar posicionamento orgânico nas buscas ou identificar diferenças na geração de demanda.

A partir disso, fica mais fácil definir critérios comuns. 

Por exemplo, se o objetivo é analisar conteúdo, a avaliação pode considerar a frequência de publicação, formatos utilizados, engajamento e temas abordados nas postagens.

Já uma análise voltada para aquisição pode observar presença em mídia paga, páginas de conversão, ofertas e posicionamento nos mecanismos de busca.

Quanto mais clara for a pergunta que orienta a pesquisa, menor será o risco de acumular dados que não contribuem para nenhuma decisão.

3. Faça a coleta de dados por canal

A partir dos objetivos e critérios definidos, o próximo passo é buscar informações nos canais mais relevantes para a estratégia. 

Nesse processo, diferentes ferramentas para análise de concorrentes podem ajudar a ampliar a pesquisa e reunir dados sobre a atuação de outras marcas.

Por exemplo, nas redes sociais, as próprias plataformas permitem observar aspectos como frequência de publicação, formatos de conteúdo e interações do público. 

Já a Biblioteca de Anúncios da Meta pode ser utilizada para consultar os anúncios que as empresas estão veiculando nos canais da plataforma.

No entanto, quando o foco está nas buscas orgânicas, ferramentas como o Google Trends e o próprio Google ajudam a acompanhar o interesse por determinados termos, identificar conteúdos bem posicionados e entender quais temas ganham espaço no segmento.

Inclusive, a análise também pode incluir sites, blogs, newsletters, páginas de produtos e outros pontos de contato com o público. 

Assim, a coleta não fica concentrada em um único canal e oferece uma visão mais completa das estratégias adotadas pelos concorrentes.

Independentemente das fontes utilizadas, o ideal é registrar as informações de forma padronizada, considerando sempre os dados que estão disponíveis publicamente.

4. Saiba quais métricas comparar na análise de concorrentes

É válido destacar que nem todos os indicadores disponíveis precisam fazer parte da análise. 

Desse modo, para escolher quais acompanhar, o ideal é considerar os objetivos definidos anteriormente e, principalmente, priorizar dados que possam ser comparados de maneira consistente entre as empresas.

A partir disso, algumas métricas e informações podem ser observadas de acordo com cada canal, como:

CanalO que comparar
Redes sociaisNúmero de seguidores, frequência de publicação, volume de interações e formatos de conteúdo mais utilizados.
SEO e conteúdoPresença para palavras-chave estratégicas, posicionamento nos resultados de busca, frequência de publicação e temas abordados.
Mídia pagaQuantidade e variedade de anúncios ativos, formatos e criativos utilizados, ofertas divulgadas e páginas de destino.
SiteEstrutura das páginas, posicionamento das ofertas, chamadas para ação, conteúdos em destaque e experiência de navegação.

No entanto, é importante considerar que nem todos os dados dos concorrentes estarão disponíveis publicamente. 

Por exemplo, indicadores internos – como CAC, ROAS, receita e taxa real de conversão – dificilmente podem ser conhecidos com precisão.

Dessa forma, uma boa análise de concorrentes deve diferenciar os dados que podem ser observados diretamente daqueles que são apenas estimativas

Assim, a comparação ganha mais consistência e evita que suposições sejam utilizadas como base para decisões estratégicas.

5. Transforme os dados em benchmark

Depois da coleta, chega o momento de dar contexto às informações. 

Ou seja, é aqui que os dados deixam de ser apenas uma lista de números e começam a funcionar como benchmark.

Imagine que uma empresa publique oito conteúdos por mês no Instagram enquanto três concorrentes diretos publicam, em média, 15. 

Essa diferença não significa automaticamente que a marca precisa dobrar sua frequência, mas gera uma hipótese que merece ser investigada.

O mesmo vale para outros exemplos de análise de concorrentes. Afinal, se várias empresas começam a investir em determinado formato, palavra-chave ou oferta, pode existir uma mudança relevante no mercado.

Assim, o benchmark funciona como uma referência para entender distâncias, identificar padrões e estabelecer metas mais contextualizadas, sem transformar a média dos concorrentes em uma regra que precisa ser seguida.

6. Estruture um processo contínuo de análise

Por fim, a análise da concorrência não precisa ser refeita do zero sempre que surgir uma nova decisão estratégica. 

Na verdade, o ideal é transformar esse acompanhamento em um processo contínuo, com uma rotina de atualização definida.

Por exemplo, enquanto indicadores mais dinâmicos podem ser monitorados mensalmente, análises mais completas podem acontecer a cada trimestre ou semestre, dependendo das necessidades da empresa.

Inclusive, para facilitar esse processo, é importante manter uma estrutura fixa com os concorrentes acompanhados, canais, métricas, períodos analisados e principais aprendizados

Também é essencial registrar movimentos relevantes, como lançamentos de produtos, entrada em novos canais ou mudanças de posicionamento.

Com esse histórico, a empresa deixa de observar apenas um retrato pontual da concorrência e passa a entender como o mercado e as estratégias dos concorrentes evoluem ao longo do tempo.

Como o Reportei pode ajudar na análise de concorrentes de marketing

Embora o Reportei não seja uma ferramenta de análise direta de concorrentes, seus recursos podem ajudar a adicionar contexto aos dados utilizados nas decisões tomadas pelas agências de marketing.

Um exemplo é a ferramenta gratuita de Benchmarking de Funil, que permite comparar as taxas de conversão do funil de uma empresa com referências de mercado

Com isso, a partir de dados como visitantes, leads, oportunidades e vendas, é possível identificar em quais etapas o desempenho está acima ou abaixo dos benchmarks disponíveis – como mostra o exemplo abaixo:

Dados do Benchmarking de Funil do Reportei
Imagem: Reportei.

Assim, enquanto a análise de concorrentes observa empresas, canais e estratégias específicas, o benchmarking amplia essa visão ao oferecer uma referência do comportamento do mercado para agências.

Portanto, mais do que tentar reproduzir aquilo que os concorrentes estão fazendo, o ideal é utilizar diferentes referências para entender onde existem oportunidades reais de melhoria

Dessa forma, a análise se transforma em um processo contínuo de aprendizado e apoio às decisões estratégicas.

Aproveite para testar agora mesmo o Benchmarking de Funil de Vendas na sua agência!

FAQ: dúvidas frequentes sobre a análise de concorrentes de marketing

Antes de começar sua análise, vale a pena esclarecer algumas dúvidas comuns sobre como selecionar concorrentes, métricas e referências. 

Abaixo, confira as respostas para algumas das principais questões sobre o tema:

1) O que é análise de concorrentes de marketing?

É o processo de acompanhar e comparar estratégias, canais, posicionamento e dados disponíveis de outras empresas do mercado. O objetivo é identificar padrões, oportunidades, ameaças e referências que ajudem a orientar as decisões de marketing.

2) Como fazer uma análise da concorrência?

Comece identificando concorrentes diretos, indiretos e substitutos. Depois, determine o objetivo da análise, escolha critérios e métricas comparáveis, colete os dados disponíveis e transforme essas informações em benchmarks. Por fim, estabeleça uma frequência para atualizar a análise.

3) Quais dados analisar dos concorrentes?

Depende do objetivo, mas alguns exemplos são frequência de publicação, seguidores, interações, formatos de conteúdo, presença nas buscas, palavras-chave, anúncios ativos, ofertas, páginas de conversão e posicionamento de marca.

4) Quais ferramentas usar para análise de concorrentes?

É possível combinar diferentes fontes, como as próprias redes sociais, mecanismos de busca, Google Trends e Biblioteca de Anúncios da Meta. A escolha depende do canal e das informações que a empresa pretende comparar.

5) Com que frequência a análise de concorrentes deve ser feita?

Não existe uma frequência única. Indicadores mais dinâmicos podem ser acompanhados mensalmente, enquanto análises estratégicas mais completas podem ser realizadas trimestral ou semestralmente.

6) Benchmark e análise de concorrentes são a mesma coisa?

Não. A análise de concorrentes observa empresas e estratégias específicas. Já o benchmark estabelece referências de desempenho que podem vir de concorrentes, médias de mercado, dados históricos ou outros parâmetros relevantes.

Isabel Souza

Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Isabel Senna atua no mercado digital desde 2016 e, desde 2018, é responsável pela produção de conteúdo para o blog do Reportei.

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