Saiba o que é brand building e conheça os principais indicadores que você deve acompanhar nas suas estratégias B2B
Quando se fala em brand building, muitas empresas B2B ainda associam esse conceito apenas a grandes marcas ou campanhas institucionais.
Porém, na prática, construir uma marca forte influencia diretamente a capacidade de gerar demanda, reduzir custos de aquisição e aumentar a eficiência comercial.
Isso acontece porque, antes de solicitar uma demonstração, preencher um formulário ou conversar com um vendedor, o potencial cliente já passou por diversas interações com conteúdos, especialistas e empresas do mercado.
Sendo assim, quanto mais familiar ele estiver com uma marca, maior tende a ser sua confiança durante o processo de compra.
Por isso, preparamos este artigo para explicar por que o brand building passou a ocupar um papel importante no crescimento de empresas B2B, além de apresentar os principais indicadores para acompanhar a evolução da marca. Confira!
Resumo executivo
- O brand building fortalece o reconhecimento da marca e influencia toda a jornada de compra no marketing B2B;
- Empresas com marcas mais fortes costumam reduzir o CPA, acelerar negociações e depender menos de descontos para fechar vendas;
- Indicadores como branded search, share of voice, engajamento orgânico e NPS ajudam a acompanhar a evolução da marca;
- Brand e performance devem ser analisados em conjunto para mostrar o impacto das ações de awareness nas conversões.
- Dashboards integrados facilitam o acompanhamento de métricas de marca, aquisição e vendas em um único ambiente.
O que é brand building e por que o B2B não deve ignorá-lo
Em tradução livre, o termo brand building significa “construção de marca”.
No contexto do marketing B2B, ele representa o conjunto de estratégias voltadas para aumentar o reconhecimento, a credibilidade e a percepção de valor de uma empresa ao longo do tempo.
Ou seja, ao contrário das campanhas focadas exclusivamente na geração imediata de leads, o objetivo do brand building é fazer com que a empresa seja lembrada quando surgir uma necessidade de compra.
Para isso, a estratégia combina diferentes iniciativas, como:
- produção de conteúdo;
- presença consistente nas redes sociais;
- participação em eventos;
- posicionamento de especialistas;
- branding visual;
- e ações de relacionamento com o mercado.
Durante muito tempo, existiu a ideia de que empresas B2B vendiam apenas com base em preço, funcionalidades ou argumentos técnicos.
Consequentemente, muitas organizações direcionaram praticamente todo o investimento para ações de mídia de performance.
No entanto, embora fatores racionais façam parte da decisão, quem compra continua sendo uma pessoa.
E, naturalmente, as pessoas tendem a confiar mais em empresas que conhecem, lembram e reconhecem como referências em seu segmento.
É justamente por isso que a construção de marca passou a ocupar um papel cada vez mais estratégico no B2B.
Afinal, quando uma empresa conquista reconhecimento e credibilidade, o processo comercial enfrenta menos objeções, gera mais confiança e aumenta a disposição dos potenciais clientes em iniciar uma conversa.
Como resultado, a geração de demanda também é fortalecida.
Assim, em vez de depender apenas de anúncios para atrair oportunidades, a empresa passa a ser encontrada de forma espontânea por profissionais que já tiveram contato anteriormente com a marca.

Como marca forte reduz CPA e aumenta taxa de fechamento
Mas os benefícios do brand building não ficam restritos ao reconhecimento da marca.
Isso porque, com o tempo, eles também passam a aparecer nos principais indicadores de performance e tornam as estratégias de aquisição mais eficientes.
Um dos principais motivos é o chamado “efeito halo”, que faz com que uma percepção positiva sobre a marca aumente a confiança do comprador antes mesmo de ele conhecer todos os detalhes da solução.
Na prática, isso reduz a sensação de risco e diminui os obstáculos ao longo do funil de vendas.
Dessa forma, leads que já conhecem a empresa costumam chegar mais preparados para a conversa comercial, exigem menos esforço de convencimento e tendem a comparar menos alternativas apenas pelo preço.
Além disso, empresas com marcas mais consolidadas geralmente fecham negócios com mais rapidez e precisam oferecer menos descontos, já que o valor percebido é maior.
Inclusive, esse impacto também pode ser observado nas campanhas de mídia paga.
À medida que aumenta o recall da marca, cresce:
- a quantidade de pessoas que pesquisam diretamente pelo nome da empresa;
- clicam com mais frequência nos anúncios;
- e convertem com maior facilidade em demonstrações, testes gratuitos ou contatos comerciais.
Como resultado, o CPA tende a diminuir e os investimentos em aquisição passam a gerar um retorno cada vez mais eficiente.
Indicadores de brand building para acompanhar
Ao avaliar uma estratégia de brand building, muitas empresas acreditam que seus resultados são difíceis de medir.
Porém, existem diversos indicadores que ajudam a acompanhar a evolução da marca, mesmo que eles não estejam diretamente ligados à geração de receita.
Em conjunto, essas métricas de branding mostram se a empresa consegue ampliar sua presença no mercado, fortalecer sua autoridade e aumentar as chances de ser lembrada pelo público.
Entre elas, estão:
| Indicador | O que significa |
| Share of voice | Mede a participação da marca nas conversas do mercado em comparação aos concorrentes. Quanto maior esse índice, maior tende a ser a visibilidade da empresa no seu segmento. |
| Branded search | Representa o volume de buscas pelo nome da empresa em mecanismos de pesquisa. O crescimento desse indicador costuma refletir maior reconhecimento e interesse espontâneo pela marca. |
| Crescimento da audiência própria | Acompanha a evolução de seguidores e inscritos em canais como LinkedIn, YouTube, newsletter e podcast, indicando o fortalecimento da estratégia de awareness. |
| Engajamento orgânico | Analisa curtidas, comentários, compartilhamentos e outras interações espontâneas, mostrando se o conteúdo realmente gera relevância para o público. |
| NPS e referências espontâneas | Avaliam o nível de satisfação dos clientes e a frequência com que a empresa é recomendada de forma natural, dois fortes sinais de uma marca consolidada. |
Embora cada indicador ofereça uma perspectiva diferente, é a análise conjunta que permite compreender a evolução da marca.
Desse modo, ao acompanhar essas métricas de forma consistente, fica mais fácil identificar se as iniciativas de branding aumentam o reconhecimento da empresa e contribuem para gerar demanda ao longo do tempo.
Integração de dados de branding e performance em um único painel de marketing
Depois de identificar os principais indicadores de brand building, surge um novo desafio: entender como eles influenciam os resultados do negócio.
Afinal, acompanhar essas métricas isoladamente é importante, mas o verdadeiro valor está em relacioná-las ao desempenho comercial e ao impacto que exercem sobre a geração de demanda e as conversões, como veremos a seguir!
Por que separar brand de performance cria um ponto cego na análise
Para começar, é importante que as métricas de branding e performance sejam acompanhadas de forma integrada.
Mas quando esses dados ficam distribuídos em ferramentas diferentes, torna-se muito mais difícil entender como uma iniciativa influencia os resultados comerciais.
Por exemplo, uma campanha de conteúdo pode aumentar as buscas pela marca semanas depois, enquanto um vídeo no YouTube pode gerar visitas recorrentes ao site.
Mas se cada uma dessas informações permanecer isolada, a empresa perde uma visão completa da jornada do cliente.
Por isso, ao reunir indicadores de awareness, aquisição e vendas em um único painel, fica muito mais fácil identificar quais ações realmente fortalecem a marca e contribuem para o crescimento do negócio.
Quais canais conectar ao painel
Feito isso, o próximo passo é incluir os principais canais utilizados na estratégia de construção de marca.
Dessa forma, torna-se possível acompanhar como cada iniciativa contribui para aumentar o reconhecimento da empresa e gerar oportunidades de negócio.
Entre os canais mais utilizados estão:
- LinkedIn: fortalece a autoridade da marca, amplia o relacionamento com o mercado e favorece a distribuição de conteúdo para tomadores de decisão;
- YouTube: reúne conteúdos educativos, demonstrações de produtos e materiais que ajudam a posicionar especialistas da empresa;
- Podcasts: aprofundam discussões sobre o mercado e criam uma relação mais próxima e recorrente com a audiência.
Além desses canais, newsletters, blogs, eventos e webinars também podem fazer parte da estratégia, dependendo dos objetivos da empresa.
Independentemente da escolha, o mais importante é que todos sejam analisados em conjunto com as campanhas de aquisição e as métricas comerciais, proporcionando uma visão mais completa dos resultados do brand building.
Como o Reportei une métricas de descoberta e conversão em um único relatório
Por fim, é importante centralizar todos esses dados em um único ambiente de análise.
Afinal, conforme a operação cresce, acompanhar informações espalhadas em plataformas de mídia, CRMs e outras ferramentas se torna um processo cada vez mais demorado.
Para ajudar, o Reportei simplifica essa rotina ao reunir, em um único painel, as principais métricas de redes sociais, canais de aquisição e plataformas comerciais.
Assim, além de acompanhar indicadores de awareness, também é possível analisar as conversões registradas pela empresa, conectando as ações de branding aos resultados de geração de demanda e vendas.
Inclusive, com dashboards integrados e relatórios automatizados, fica mais fácil:
- identificar tendências;
- comparar indicadores;
- e entender o impacto de cada iniciativa ao longo da jornada do cliente.
Como resultado, isso reduz o tempo gasto com a consolidação de informações e permite que gestores tomem decisões com uma visão muito mais completa da operação.
Portanto, se você deseja acompanhar o brand building, as ações de aquisição e os resultados comerciais de forma integrada, realize o teste gratuito do Reportei e descubra como transformar dados dispersos em análises mais rápidas e estratégicas!

FAQ: dúvidas frequentes sobre brand building
Mas antes de colocar uma estratégia de construção de marca em prática, é comum surgirem algumas dúvidas.
Por isso, a seguir, respondemos às principais perguntas sobre brand building no contexto B2B. Vamos lá?
Brand building é o conjunto de estratégias voltadas para fortalecer o reconhecimento, a reputação e a percepção de valor de uma marca. O objetivo é fazer com que ela seja lembrada e considerada pelo público antes mesmo da intenção de compra.
Sim. Branding é o processo amplo de gestão da marca, incluindo identidade, posicionamento e experiência. Já o brand building corresponde às ações práticas que ajudam a fortalecer essa marca ao longo do tempo.
Funciona, e cada vez mais. Mesmo em mercados técnicos, compradores tendem a confiar mais em empresas que conhecem e reconhecem como referência, o que influencia diretamente a geração de demanda e as vendas.
É possível acompanhar indicadores como share of voice, branded search, crescimento da audiência, engajamento orgânico, NPS, referências espontâneas e sua relação com métricas de aquisição e conversão.
Não. As duas estratégias são complementares. Enquanto a performance gera resultados de curto prazo, o brand building fortalece a marca e torna essas campanhas mais eficientes ao longo do tempo.
LinkedIn, YouTube, blogs, newsletters, podcasts, webinars e eventos costumam ser os canais mais utilizados para aumentar autoridade, gerar relacionamento e ampliar o reconhecimento da marca.
A melhor forma é utilizar dashboards que consolidem dados de redes sociais, canais de aquisição, CRMs e plataformas comerciais. Assim, torna-se possível acompanhar toda a jornada do cliente e entender como as ações de awareness impactam as conversões.
