Saiba o que é o Olist ERP, quais dados ele fornece em seus relatórios e como fazer análises mais eficientes junto às métricas de marketing
O crescimento do e-commerce fez com que ferramentas como o Olist ERP se tornassem cada vez mais importantes para organizar a operação e centralizar informações estratégicas do negócio.
No entanto, conforme as lojas crescem, também aumenta a quantidade de dados que devem ser analisados entre diferentes plataformas envolvidas nesse processo.
Por exemplo, enquanto o ERP reúne informações sobre vendas, estoque, pedidos e financeiro, as plataformas de anúncios mostram dados de aquisição de clientes e as de analytics ajudam a entender o comportamento dos consumidores ao longo da jornada de compra.
O problema é que, quando cada informação fica isolada em um ambiente diferente, analisar a performance do negócio se torna mais complexo.
Por isso, cada vez mais empresas buscam criar dashboards unificados capazes de conectar operação, marketing e vendas em um único lugar.
Desse modo, ao longo deste artigo, você vai entender como o Olist ERP funciona, quais informações ele concentra e como integrar essas informações para construir análises mais completas e estratégicas para o e-commerce. Acompanhe!
Resumo executivo
- O Olist ERP centraliza informações de estoque, pedidos, financeiro, faturamento e operação do e-commerce;
- No entanto, o ERP não concentra dados de mídia paga e analytics, exigindo integrações para uma análise completa;
- Cruzar margem, estoque e investimento em anúncios ajuda a tomar decisões mais rentáveis para o negócio;
- Indicadores como devoluções e cancelamentos podem alterar significativamente a percepção sobre o desempenho das campanhas de anúncios do e-commerce;
- Por isso, um dashboard unificado permite analisar operação, marketing e vendas em conjunto, gerando decisões mais rápidas e estratégicas.
O que é o Olist ERP (antigo Tiny)?
O Olist ERP, anteriormente conhecido como Tiny ERP, é uma plataforma de gestão empresarial voltada especialmente para operações de e-commerce.
Com isso, seu principal objetivo é centralizar processos que normalmente ficam distribuídos entre diferentes sistemas.
Ou seja, de forma prática, a ferramenta permite gerenciar estoque, controlar pedidos, acompanhar o financeiro, emitir notas fiscais e integrar canais de venda em um único ambiente.
A partir disso, o Olist facilita a rotina operacional, reduz retrabalho e oferece uma visão mais organizada da empresa.
Em conjunto, também possui integração disponível com marketplaces, plataformas de e-commerce e diversas ferramentas utilizadas no dia a dia das operações digitais.
Dessa maneira, para gestores que precisam acompanhar o crescimento do negócio sem perder o controle da operação, essa consolidação de dados representa um ganho importante de produtividade.

Quais dados o Olist ERP exporta nativamente
Além de centralizar processos importantes da rotina, o Olist ERP também reúne dados que ajudam a acompanhar a saúde da operação de forma mais próxima.
Entre as principais informações disponíveis estão:
- Pedidos: dados sobre vendas realizadas, status dos pedidos, aprovações, separação, envio e entregas;
- Estoque: quantidade disponível de cada produto, movimentações de entrada e saída e controle de disponibilidade para venda;
- Produtos: cadastro de itens, SKUs, categorias, variações, preços e demais informações relacionadas ao catálogo;
- Financeiro: registros de contas a pagar e receber, fluxo de caixa, conciliações e movimentações financeiras da operação;
- Faturamento: volume de vendas gerado em determinado período, permitindo acompanhar a evolução da receita do negócio;
- Notas fiscais: emissão e gestão de documentos fiscais vinculados aos pedidos, facilitando processos de venda e conformidade tributária.
Em conjunto, esses dados oferecem uma visão mais clara sobre o desempenho do negócio e servem de base para diversas decisões do dia a dia.
No entanto, para entender o impacto das ações de crescimento, é preciso ir além da operação.
Afinal, muitas análises se tornam mais completas quando essas informações são cruzadas com dados de marketing, mídia paga e comportamento dos consumidores.
O que geralmente está fora do ERP
No entanto, para ter uma visão completa do desempenho do e-commerce, é importante lembrar que nem todas as informações ficam dentro do ERP.
Por exemplo, dados relacionados à aquisição de clientes e ao comportamento dos usuários geralmente permanecem em outras plataformas. Entre eles estão:
- Investimento em plataformas de mídia paga, como Meta Ads, Google Ads, TikTok Ads e muito mais;
- Comportamento dos visitantes ao longo da jornada de compra com o Google Analytics 4 (GA4), como volume de acessos recebidos pela loja virtual, páginas visitadas e mais;
- Resultados vindos de ações promocionais e estratégias de mídia.
A partir dessas informações, é possível entender de onde vêm os clientes, como eles interagem com a loja e quais canais estão efetivamente contribuindo para os resultados do negócio.
O desafio da análise fragmentada
Mas quando todas essas informações ficam distribuídas entre diferentes ferramentas, surge um desafio bastante comum na rotina dos gestores de e-commerce.
Afinal, os dados operacionais estão no Olist ERP, os resultados das campanhas ficam nas plataformas de anúncios e o comportamento dos usuários é acompanhado pelo analytics.
Como consequência, responder perguntas importantes para o negócio passa a exigir consultas em vários sistemas diferentes. Por exemplo:
- Qual campanha vendeu os produtos mais lucrativos?
- Quais anúncios estão impulsionando itens próximos de esgotar?
- Qual canal gera mais vendas líquidas após cancelamentos e devoluções?
Sem uma integração entre essas fontes, encontrar essas respostas normalmente envolve planilhas, exportações manuais e um processo de análise muito mais demorado do que deveria ser.
Pontos de atenção na análise de e-commerce e investimento em mídia
É justamente nesse ponto que a integração entre dados de marketing e operação passa a fazer diferença.
Isso porque quando essas informações são analisadas em conjunto, torna-se muito mais fácil identificar oportunidades, riscos e padrões que dificilmente seriam percebidos a partir de métricas isoladas, como veremos a seguir:
1. O problema de analisar apenas ROAS
Para começar, entre as métricas de marketing mais acompanhadas pelos gestores está o ROAS.
Embora ele seja importante para medir o retorno sobre o investimento em anúncios, analisar esse indicador de forma isolada pode levar a conclusões equivocadas para o e-commerce.
Por exemplo, imagine o seguinte cenário:
| Produto | ROAS | Margem |
| A | 8 | 10% |
| B | 4 | 45% |
Em um primeiro momento, o produto A parece ser a melhor escolha, já que apresenta um ROAS maior.
Entretanto, quando a margem entra na análise, a percepção muda, já que dependendo dos custos envolvidos, o produto B pode gerar muito mais lucro para a empresa.
Por isso, decisões baseadas apenas em ROAS nem sempre levam aos melhores resultados.
Em muitos casos, elas acabam direcionando orçamento para produtos que vendem mais, mas que contribuem menos para a rentabilidade do negócio.
2. Como cruzar margem e mídia paga
É justamente por isso que uma análise mais completa vai além das métricas de mídia e incorpora informações da operação.
Nesse cenário, alguns indicadores ganham destaque, como:
- Receita: quanto cada produto ou campanha efetivamente gera em vendas;
- Custo do produto: valor necessário para produzir ou adquirir o item vendido;
- Investimento em mídia: montante aplicado em anúncios para gerar as vendas;
- Lucro real: resultado obtido após considerar custos e investimentos envolvidos.
Quando esses dados são analisados em conjunto, torna-se muito mais fácil identificar quais produtos realmente contribuem para o resultado financeiro do negócio.
Como consequência, a distribuição do orçamento deixa de ser baseada apenas em volume de vendas ou ROAS e passa a priorizar os itens que oferecem maior retorno financeiro para a operação.
3. Análise de estoque e campanhas ativas
Outro cruzamento de dados extremamente importante envolve estoque e mídia paga.
Afinal, não é raro encontrar campanhas investindo em produtos que estão prestes a esgotar ou que já não possuem disponibilidade suficiente para sustentar o volume de vendas gerado pelos anúncios.
Sendo assim, ao integrar os dados do Olist ERP ao dashboard, torna-se possível monitorar o estoque de forma muito mais eficiente.
Entre os principais benefícios estão:
- Identificação de produtos próximos da ruptura;
- Priorização de campanhas para itens com maior disponibilidade;
- Ajustes rápidos em anúncios ativos;
- Melhor planejamento de reposição.
Além disso, alertas automáticos ajudam a reduzir o risco de vender produtos indisponíveis e evitam problemas como cancelamentos e atrasos.
4. Acompanhamento de devoluções e cancelamentos
Por fim, olhar apenas para o faturamento bruto também pode gerar interpretações distorcidas sobre a performance das campanhas.
Afinal, nem toda venda realizada se transforma efetivamente em receita para a empresa.
Imagine, por exemplo, uma campanha que gera R$ 100 mil em vendas. À primeira vista, o resultado parece excelente.
No entanto, se parte significativa desses pedidos for cancelada ou resultar em devoluções, o retorno real pode ser bem menor do que os números iniciais sugerem.
Portanto, uma análise mais completa deve considerar indicadores como:
- Receita bruta: valor total vendido em determinado período;
- Receita líquida: faturamento após descontos, cancelamentos e devoluções;
- Taxa de cancelamento: percentual de pedidos cancelados;
- Taxa de devolução: volume de vendas que retornam após a entrega.
Quando essas métricas são acompanhadas em conjunto, fica muito mais fácil entender o impacto real das campanhas nos resultados financeiros e evitar decisões baseadas apenas em números superficiais.
Como montar um dashboard único com Olist ERP, Ads e Analytics
A partir de tudo isso, podemos ver que a forma mais eficiente de eliminar análises fragmentadas é reunir todas as informações em um único dashboard.
Nesse contexto, a integração entre o Olist e o Reportei permiteconsolidar dados operacionais e de marketing em relatórios automáticos e dashboards centralizados.

Assim, em vez de alternar entre diferentes plataformas, a equipe passa a visualizar indicadores de vendas, estoque, mídia paga e analytics em um único ambiente – o que reduz o tempo gasto com análises manuais e facilita a identificação de oportunidades e gargalos.
Por isso, se você deseja acompanhar suas métricas de e-commerce de forma mais estratégica, vale conhecer os relatórios do Reportei e testar na prática como a integração pode simplificar sua rotina de análise.

FAQ: dúvidas frequentes sobre o Olist ERP
Ao pesquisar sobre Olist ERP, Tiny ERP e integração de dados para e-commerce, é comum surgirem dúvidas relacionadas ao funcionamento da plataforma e às possibilidades de análise.
Dessa forma, reunimos abaixo algumas dessas perguntas mais frequentes:
O Olist ERP, antigo Tiny ERP, é um sistema de gestão empresarial voltado para e-commerce. Ele centraliza processos como controle de estoque, pedidos, financeiro, emissão de notas fiscais e integrações com marketplaces e lojas virtuais.
Sim. O Tiny ERP passou a fazer parte do ecossistema da Olist e atualmente é conhecido como Olist ERP, mantendo suas principais funcionalidades de gestão para operações de comércio eletrônico.
Sim. A plataforma oferece relatórios relacionados a vendas, estoque, pedidos, financeiro e desempenho operacional. Porém, dados de mídia paga e analytics normalmente precisam ser integrados a partir de outras ferramentas.
Porque nem sempre os produtos que mais vendem são os mais rentáveis. Ao combinar dados de margem, estoque e investimento em mídia, fica mais fácil identificar oportunidades de crescimento sustentável.
Sim. A integração permite consolidar informações do ERP junto a dados de marketing e analytics, facilitando a criação de dashboards e relatórios automáticos para e-commerce.
