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GEO para agências: como vender e reportar SEO na era da IA, com Fábio Ricotta

GEO para agências: como vender e reportar SEO na era da IA, com Fábio Ricotta
Fábio Ricotta, da Agência Mestre, explica o que é GEO, como descobrir as fontes do ChatGPT e como reportar SEO para IA. Live completa e transcrita.

GEO para agências: o que muda no SEO quando o cliente pergunta para a IA

Na live de segunda-feira, 26 de outubro de 2026, Renan Caixeiro, do Reportei, recebeu Fábio Ricotta, fundador da Agência Mestre e criador da comunidade IA na Prática, para falar de GEO para agências. O GEO (Generative Engine Optimization) é o trabalho de fazer a marca do cliente aparecer nas respostas do ChatGPT, do Claude, do Gemini e do AI Overviews do Google.

Fábio abriu o ChatGPT ao vivo e mostrou como descobrir quais sites a IA usa como fonte para recomendar empresas. Ele também explicou por que vale cadastrar o Bing Webmaster Tools e quanto tempo um site leva hoje para aparecer no AI Overviews. No fim, Renan montou um relatório de GEO no Reportei Studio com os dados do Search Console e do GA4.

Abaixo você encontra o vídeo completo e a transcrição da conversa, editada só para facilitar a leitura.

Resumo executivo

  • O tráfego que vem das IAs ainda é pequeno perto do Google, mas já gera venda: clientes chegam ao comercial dizendo que o ChatGPT recomendou a agência ou a ferramenta;
  • Para saber onde a marca precisa aparecer, Fábio pergunta ao ChatGPT numa janela anônima, pede as fontes da resposta e procura entrar nessas listas e diretórios, com cadastro gratuito ou patrocínio;
  • Segundo Fábio, o Bing Webmaster Tools é a única ferramenta que mostra as consultas feitas na IA. Ele recomenda usar o Bing junto com o Search Console, o GA4 e uma ferramenta como Semrush ou Ahrefs;
  • O AI Overviews muda muito durante a semana. Temas em que as fontes citadas são antigas são os mais rápidos de conquistar;
  • No site, a dica é deixar explícito o que o time de vendas explica ao cliente: preço, comparativos e FAQ, em parágrafos curtos que a IA consiga ler;
  • Com o Search Console e o GA4 conectados ao Reportei, o Studio monta um relatório de GEO a partir de um pedido simples, e a agência pode salvar o resultado como modelo para todos os clientes.

O que é GEO e como uma live do YouTube virou fonte de resposta da IA

▶ Assista a este trecho (0:04)

Renan: Muito boa tarde, pessoal. Estamos começando mais uma live de segunda-feira do Reportei, dessa vez com o tema de GEO, de SEO para IAs, principalmente. A gente vai falar de SEO, mas o foco principal aqui é a orientação disso para IA, que acabou pegando esse nome de GEO, o Generative Engine Optimization.

Ou seja, otimização para os mecanismos de geração, os LLMs, e toda a presença em ChatGPT, Claude, Grok etc. A gente tem hoje aqui, eu acho, o maior especialista de SEO, e agora talvez de GEO, do Brasil. Então, sem mais delongas, já vou trazer para a conversa o nosso querido Ricotão. Olá, Ricota. Boa tarde.

Fábio Ricotta: Fala, Renan. Fala, audiência do Reportei. Muito bom estar com vocês aqui.

E quanto mais você falar isso, “o maior especialista em GEO do nosso mercado”, mais vai me ajudar, entendeu? Porque depois a gente vai transcrever isso aqui, escrever em post, fazer todo o processo. Mas é uma construção, né? Obrigado pela referência.

Acho que tem muita gente de qualidade no SEO brasileiro. Talvez eu seja um dos mais antigos, vou colocar dessa maneira, entre os que põem a cara. Porque tem muita gente que está trabalhando no bastidor e não puxa muita audiência.

Renan: E aí, cara, até engraçado você falar isso, porque, já trazendo um pouco do que a gente vai fazer aqui: eu estava olhando uma vez o relatório de GEO do Reportei, e a fonte que a IA estava usando era uma live. Essas lives aqui a gente faz toda semana. E tinha uma live com pouca visualização, vamos pôr lá umas 80 views.

E uma resposta da IA já estava referenciando esse conteúdo que a gente está fazendo aqui. Isso é muito insano, né? Pegou a transcrição do YouTube, um pedaço da live, uma resposta que a Júlia deu, e aquilo virou conteúdo de uma IA. Eu vi isso ao vivo, até mandei depois para a Júlia.

Voltando a essa questão do YouTube: ali eu já vi uma parada, caraca, sinais sociais. O pessoal começou a falar disso e tal, e eu acho que a gente já entrou nessa história.

Sendo bem sincero, posso até trocar ideia com vocês sobre o que eu sei por alto, porque realmente estou longe de saber tecnicamente o que tem que fazer no GEO, no SEO. Mas testei algumas coisas, vi algumas coisas acontecendo e estou muito curioso, cara.

GEO já traz resultado para clientes de agência ou é métrica de vaidade?

▶ Assista a este trecho (3:05)

Renan: E aí, para jogar essa bola para você, a primeira coisa que eu queria entender é a seguinte: você já está conseguindo ver, nos seus clientes, nos clientes da Agência Mestre, na sua atuação, resultado mesmo vindo das IAs? Não é só “ah, é legal aparecer na IA”.

Porque eu vi esses dias o cara da Moz, o Rand Fishkin, falando justamente isso: “ah, eu estou aparecendo nas IAs”, mas não gera retorno nenhum, como se fosse uma métrica até de vaidade. Não sei se vocês viram o fundador da Moz falando isso.

Então, o primeiro ponto é entender se está acontecendo alguma coisa, se está havendo resultado de alguma forma. Porque também não adianta a gente ficar falando aqui de otimizar para um negócio que, sei lá, né?

Fábio Ricotta: É, Renan. Outro dia eu estava pesquisando nas próprias ferramentas de inteligência artificial, fazendo um mapeamento do que está acontecendo, de que empresas elas estão sugerindo. E uma das vantagens que a gente tem frente a alguns concorrentes dessa área é que nós somos um dos poucos, para não dizer o único, com case publicado de GEO. Já deve ter outros aí com a menção.

A gente já está trabalhando nisso faz algum tempo. Acho que deve fazer uns 16 meses, mais ou menos, que a gente começou esse trabalho, bem quando a gente entendeu que poderia ser um serviço.

Esse ano está muito quente, não sei aí para vocês. Acho que reacendeu a chama do SEO de outra forma.

Ainda que o tráfego das plataformas de inteligência artificial seja muito menor do que o orgânico, e ainda esteja pequeno, vamos colocar dessa maneira, ainda assim é um tráfego. E eu acho que são portas para aqueles que conseguem trabalhar os múltiplos canais.

Eu tenho falado isso, inclusive vocês apoiam bastante a minha comunicação diária, seja no Instagram, no YouTube e tudo mais. Eu tenho falado muito para as pessoas que acho que é uma questão de dominação de espaço.

Lá atrás, quando eu comecei com SEO, muita gente falava: “Ah, isso aqui é mais ou menos, né? É um trabalho de longo prazo, para que eu vou ficar fazendo isso agora?”. E virou realmente um canal importante para diversas marcas.

E eu realmente acredito numa tendência, se você olhar no longo prazo. Vamos olhar assim, um ano, um ano e meio, que é o que dá para a gente olhar com IA. Nesse prazo, a tendência é que as pessoas usem cada vez mais inteligência artificial para tomada de decisão no dia a dia, para pesquisar informação, seja do dia a dia, seja para comprar um produto, um serviço e tudo mais.

Então a tendência não é diminuição, é aumento. E se a tendência é aumento, por que eu não vou investir em conhecer mais aquele canal?

Então a gente tem feito esse trabalho de, efetivamente, realizar as atividades de GEO para as marcas e conseguir aferir se a marca está tendo alguma vantagem ou não. Hoje, inclusive, já existem ferramentas de diversos portes, vamos colocar assim, para você medir se está sendo bem citado ou não nas inteligências artificiais.

Para quem quiser conhecer, tem um case lá no site da Agência Mestre só sobre GEO, e é o que a gente vem buscando ao longo do tempo com os clientes. É um trabalho de longo prazo, como é SEO, então os cases acabam demorando um pouco mais. Mas dá para fazer um resultado legal.

E eu tenho botado o meu dinheiro, gosto de falar dessa forma, como se fosse um cara de investimentos também. Normalmente, na hora que a gente vai vender lá na Agência Mestre, a gente fala: “Olha, a gente tá fazendo essas estratégias na própria Agência Mestre”.

É exatamente a mesma linha que eu fazia lá atrás, quando comecei a vender inbound. Eu abria a conta da RD para a galera e falava assim: “Ó, o que eu tô propondo para você é o que eu faço para a minha empresa. Eu faço os anúncios, faço material rico, tô fazendo nutrição de e-mail, lead score. É exatamente isso que eu quero”.

No GEO eu faço a mesma coisa. Eu falo: “Olha, tão aqui as estratégias que a gente tá fazendo. Isso aqui que eu tô falando para você gastar, eu gasto todo mês. Tá aqui a estratégia, tá aqui dessa forma, e olha como a gente tá aparecendo cada vez melhor”. Então, nos termos que a gente acompanha, a gente está cada vez melhor.

Então, apesar disso, indo para o lado do Rand Fishkin, eu ainda acho que o monitoramento é uma métrica levemente de vaidade, porque cada ferramenta dá de um jeito. Dependendo do que você monitorar, é uma informação que muda. Pode mudar no mesmo dia: se você pesquisar de manhã ou à tarde no ChatGPT, ele pode dar sugestões diferentes.

Mas a gente tem que começar de algum lugar. Eu tenho colocado pelo menos uns 15 monitoramentos de pesquisas bem atrelados ao que uma pessoa naturalmente escreveria sobre você ou sobre a sua marca. Monitorar esses 15 itens já é melhor que nada, entendeu? Acho que já dá para ter um faro se a tua marca é citada alguma vez ou não.

Então, comece pelo menos por essa linha. E, para eu não monopolizar aqui a conversa: sim, estamos vendo resultados e investindo na Agência Mestre arduamente, para conseguir ter mais resultado lá na frente. Eu estou mirando 2027 para ser a principal agência recomendada pelas inteligências artificiais, ou estar sempre no top três, pelo menos.

De onde o ChatGPT tira as fontes: Bing, Reddit, YouTube e LinkedIn

▶ Assista a este trecho (7:06)

Renan: E vamos chegar nessas estratégias também para todos os segmentos, né? Se você vai conseguir ranquear como agência, imagina outros segmentos. Eu tenho um desafio no Reportei e no Flux. Tenho trabalhado o GEO, o que a gente pode fazer, e vou até falar algumas coisas que eu estou fazendo.

A gente está aqui hoje para trocar ideia, e eu vou pegar muito do que vocês estão falando aqui para o bate-papo. Olha o que o André falou:

Pergunta do chat (André): Vou lançar a braba. Para o público geral da nossa bolha, o pessoal usa mesmo é o ChatGPT. Para eles recomendarem, é mais importante o Google Search Console ou o Bing Webmaster Tools?

Renan: A questão é aparecer no ChatGPT, que é o que o André está falando. E realmente o público de massa, o B2Czão, vai no ChatGPT. Os nerdões vão no Claude, e por aí vai.

Para aparecer no ChatGPT, a minha impressão é a seguinte: quando começou, o ChatGPT fez uma parceria com a Microsoft, e o Bing Webmaster Tools era o principal ali. Eles usam o Bing até hoje, eu acho, como principal navegador. O Bing é uma parceria da OpenAI.

Só que faz o experimento hoje: joga numa IA uma palavra que você quer, ou uma expressão, né? Nem existe mais palavra. Aí você pede os resultados para ela e pergunta: “Quais foram as suas fontes?”. Faz esse exercício, que você vai descobrir imediatamente de onde ela está tirando aquilo.

Você vai ver que, claro, ela navegou usando o Bing (hoje eu acho que basicamente é isso) ou até um navegador próprio deles. Mas as fontes muitas vezes são basicamente, como vários relatórios estão falando, Reddit, YouTube, LinkedIn. São conteúdos até mais atuais, sites, e às vezes são fontes ruins.

Isso é uma coisa que eu vi acontecendo na IA. O próprio site do cara fala assim: “Eu sou uma grande ferramenta de…”. Aí a IA pega o site do cara, fala “top melhores ferramentas”, e lá está ele.

Então a IA está num momento… sabe aquele momento PageRank do Google, em que a pessoa colocava um monte de link? Eu acho que ela ainda está um pouco nesse momento para SEO. Tem muita coisa que vai mudando.

Por que usar o Bing Webmaster Tools junto com o Google Search Console em SEO e GEO

▶ Assista a este trecho (10:07)

Renan: Só que essa coisa de “ah, é o Bing” e tal… eu acho que são os dois, né? Você está com o Search Console bonitinho, com o Bing Webmaster bonitão, e com eles conectados no Reportei para gerar o relatório que a gente vai gerar aqui daqui a pouco. A gente tem os dois como relatório.

Mas, puxando de volta essa pergunta do André, eu queria entender: hoje, até que ponto você acha que é importante estar olhando essas ferramentas, Search Console e Bing, os relatórios delas? E também atendendo o que elas estão te pedindo, porque elas estão sempre te pedindo para fazer alguma coisa.

Fábio Ricotta: Eu vejo da seguinte maneira: tem muita gente que subestima o Bing Webmaster Tools, mas ele é a única ferramenta do mercado que dá para a gente as consultas que o usuário faz na parte de inteligência artificial. Então, para quem tem um bom volume de acesso através do Bing, que não é muito o meu caso, dá para extrair algumas das frases ou consultas que as pessoas estão fazendo na inteligência artificial.

E isso dá para você devolver para um Claude, para um ChatGPT, e falar: “Olha, isso aqui é o que eu identifiquei no Bing Webmaster Tools como consultas. Que consultas similares a essas poderiam levar o usuário ao meu site?”. E aí você começa a ter o seu mapeamento de termos.

O Bing Webmaster Tools também é muito bom porque faz algumas recomendações de SEO, e, cara, a essência dele é a mesma do Google. São duas ferramentas para você se cadastrar e ter acesso a dados privados dessas empresas, informação organizada para você. E é o que você falou, Renan: conecta as duas dentro do Reportei e trabalha com o MCP deles para organizar os dados.

Mas estar cadastrado ou não no Bing Webmaster Tools ou no Google Search Console não remove nem beneficia você no Google, no Bing ou no ChatGPT. Eles são mais um lugar onde você vai ter um conjunto de indicadores para saber se tem algum tipo de problema.

No geral, é padrão nosso, num trabalho de SEO, autenticar nas duas ferramentas, porque elas vão dar alguma informação para a gente. Com o Reportei fica mais fácil organizar os dados, e eu tenho duas fontes ao mesmo tempo. Consigo ter uma clareza maior se estou performando bem no Bing.

E, cara, curiosidade: tem vários nichos de mercado que performam muito bem no Bing. Imagina um segmento de público em que o cara não pode ficar instalando nada, ou em que já vem por padrão o navegador da própria Microsoft. Esse cara vai direto para o Bing, entendeu?

Renan: Vou dar uma lição de casa aqui, galera. Até o pessoal da E-Dialog está me ouvindo aí. Pessoal do SEO da E-Dialog, pega o Bing Webmaster Tools de todos os clientes, cria, conecta, igual a gente faz com o Search Console, que a gente já está acostumado.

Imagino que a maioria não usa isso. Conecta no Reportei, porque aí você vai conseguir pegar esses relatórios até de palavra-chave. A gente vai chegar lá.

Por exemplo, tem um segmento que eu sei que dá muito certo na Microsoft, que é, sei lá, o Bing corporativo. O pessoal geralmente está em computador de empresa, geralmente é Windows, joga ali no Google, é um pessoal mais velho e tal. Aí você fala: bom, é um segmento que precisa muito de SEO, de GEO. E agora tem o Microsoft Ads, que vem nessa pegada.

Então acho que o Bing ganhou essa importância pelo que você falou: a gente tem dados ali que não está tendo em outras ferramentas.

A IA rouba audiência dos sites? Como analisar o tráfego com o Claude e o MCP do Reportei

▶ Assista a este trecho (14:11)

Renan: E aí, conectando com uma coisa que o Douglas falou aqui sobre tráfego: a IA não vai gerar tráfego, ela vai roubar audiência, né? O que acontece? Vou trazer essa visão que eu tenho do Reportei. Deixa eu pegar um exemplo prático aqui e colocar na tela, vamos falar de relatório.

Eu estou aqui dentro do Claude e pedi um relatório para ele usando o Reportei. Peguei o MCP do Reportei, conectei aqui no Claude, e ele me trouxe dados de Search Console e de GA4.

E aqui ele está com aquele dado, a sessão vinda da plataforma. Esse dado eu consigo hoje com o Reportei conectado no Claude. Ou, dentro do próprio Reportei, você já tem essa informação por padrão: de onde está vindo? ChatGPT, Gemini, o próprio Claude etc.

Nesse caso que eu peguei, por exemplo, é pouca coisa, mas é um período de, sei lá, um mês. Não é muito tempo, né? Então tem vindo sessão.

E aí tem uma coisa que eu já reparei, e é com isso que a gente tem que tomar cuidado. Eu peguei os dados de alguns sites que a gente tem e o tráfego caiu. Vamos colocar aqui 30% do tráfego que vinha do Google, em dois anos: 30%, 25%, 27%. Tem site de serviço com que a gente trabalhou na agência, e até o do próprio Reportei.

Então aquele tráfego que vinha do Google, em que a pessoa pesquisava e caía no site, esses 30%, está indo para onde? Para o AI Overviews e para o ChatGPT, onde o pessoal está agora.

Então você vai dizer: “Ah, clicou no ChatGPT e foi para o seu site”. Realmente, isso aí eu acho que é muito pequeno. Esse site ali tem, sei lá, 200, 300 acessos do ChatGPT e 10.000 ainda vindo do Google. É um site normal, então representa uma fatia pequena.

Só que o que está acontecendo? A gente já consegue ver o lado da conversão. Hoje, às vezes, a pessoa é indicada para a sua ferramenta, para a sua agência, e chega no seu comercial. Ela até foi no Google e procurou o seu nome, e não foi vista como ChatGPT.

Aí depois a gente perguntou: “Pô, onde você foi? Quem te recomendou?”. ChatGPT. Recomendou a minha agência, recomendou o Reportei.

A gente começou a ter venda no Reportei de uns países aleatórios, que a gente não fazia ideia. Não fazia SEO direito para lá, tinha só conteúdo em inglês e espanhol, e começou a vir venda. Eu lembro qual país: começou a pingar umas vendas da Índia. E, cara, quando a gente foi olhar aquilo, era o ChatGPT recomendando.

Então, eu aparecer lá entre os dois, três que o ChatGPT recomenda (às vezes ele recomenda um só, porque a pessoa só quer saber de um), cara, virou estratégia de negócio. Tá certo que a IA não está representada ali no tráfego, e com isso a gente tem que tomar cuidado. Mas ela está roubando, sim, esse acesso do Google, e as pessoas continuam procurando serviços, ferramentas, negócios, né?

A IA vai gerar tráfego ou só roubar a audiência do Google?

▶ Assista a este trecho (17:11)

Renan: Então, Rico, queria entender o seu cenário. Você vê assim: “Não, beleza, o Google vai cair mesmo, é ChatGPT”? Porque ali a gente está falando de muito mais intenção, né? Não é mais aquela coisa de tráfego que bate no meu site e eu faço remarketing e tal.

Fábio Ricotta: A pergunta aí é do Douglas, né? Deixa eu ver se achei o nome dele certo.

Renan: É o Douglas. Vou colocar aqui:

Pergunta do chat (Douglas): A IA não vai gerar tráfego, vai simplesmente roubar a audiência.

Fábio Ricotta: Então, qual é o ponto? Eu entendo que a inteligência artificial está tirando um atrito que a gente tinha no mundo, do mesmo jeito que o Google tirou um atrito que a gente tinha. Se você olhar historicamente, a galera mais velha vai se lembrar: antes do Google, a gente entrava basicamente em diretório. Saía clicando nas páginas, descobrindo nomes de sites, acessava o site para ver se ele tinha a informação.

Qual atrito o Google tirou? Tirou esse tempo que você tinha que ficar caçando a informação. Ele já organizava melhor, selecionava as melhores páginas para a dúvida que você tinha e te falava: “Ó, provavelmente nessa página aqui você tem esse resultado”.

O que a IA está fazendo? Ela está tirando o tempo que você gastaria para ter certeza de que aquela informação está lá e para comparar essa informação de vários lugares.

E acho que isso é inevitável, uma mudança de comportamento boa para o ser humano. Ninguém quer ficar parado um tempão, clicando num monte de link, lendo um por um. Ninguém mais gosta disso, literalmente ninguém mais curte isso. Então, meu entendimento é que isso vai continuar seguindo em frente.

Até vi hoje um estudo de SEO que os caras fizeram no mercado americano: quase 80% das consultas do Google já ativam o AI Overviews. Então é inevitável que o Google tenha alguma resposta mais bem bolada do que os 10 links azuis, e a gente deve receber menos tráfego. Só que os caras ainda vão precisar de uma fonte.

Então o ponto de diferenciação é você criar um conteúdo original o suficiente para ser fonte. É aí que está a virada de chave, que é o que realmente deveria ser produzido. Por exemplo, esse estudo dos caras: 40.000 palavras-chave analisadas. Mais alguém fez? Não, é o único.

Qualquer empresa de SEO poderia fazer? Poderia. Por que não fez? “Ah, tenho preguiça”, “mas o custo é alto”. Mas é o que vai ser valorizado daqui para frente.

Então a régua, vamos dizer assim, já subiu, e a galera não está entendendo que não dá mais para pensar naquele postezinho fuleiro que costumava fazer para pegar tráfego orgânico. Aquilo não funciona mais. É igual na minha época, quando eu comecei em SEO: a gente botava Britney Spears e Xuxa Meneghel na meta keywords e ranqueava. Depois de um certo tempo, parou de funcionar.

É a mesma coisa: o conteúdo raso deixou de funcionar, e o conteúdo de topo de funil não pertence mais à gente. O que pertence à gente é o meio para o fundo. É isso.

Por que criar ferramentas no site virou estratégia de SEO e GEO

▶ Assista a este trecho (20:13)

Renan: E aí vou falar assim: aqui está o segredo. Não compartilha esse trecho da live com ninguém, que eu vou entregar o ouro aqui, inspirado no que o Ricotta está fazendo.

Uma coisa que a gente tem que aprender hoje com o novo mundo da IA é o seguinte: beleza, eu quero que o cara acesse o meu site. Para que a pessoa acesse o seu site, onde está o segredo? Ela tem que fazer alguma ação dentro do seu site. Esse é o segredo.

Antigamente você fazia assim: “Ah, modelo de apresentação não sei o quê”. A pessoa podia ir lá, baixar um modelo, pá, fazia sentido. Hoje talvez não faça muito sentido, porque ela faz isso na IA.

Agora, o gerador de apresentação blá-blá-blá, o criador de não sei o quê, o simulador de não sei o quê: para isso ela tem que entrar no seu site. Aí você tem alguma coisa para o SEO que vai te ajudar em GEO também e que vai trazer o tráfego.

Então o tráfego no seu site passa a ser muito mais de utilidade do que de informação. É como a gente falava do tal do material rico, né? Só que ele tem que ser transformado em algo que a pessoa realmente precise entrar lá para puxar.

Vou dar um exemplo: você é uma empresa de brindes. Peguei esse case aqui. Cara, você vai ter que, sei lá, ter um gerador de mockup de camiseta no seu site de brindes. Esse é o seu SEO, esse é o seu GEO.

Você vai deixar o cara gerar, montar uma camiseta lá com o brinde, porque ele está procurando “camiseta”, “montar” e tal. E aí ele vai ter que entrar no seu site, porque isso ele não faz pelo AI Overviews. Para fazer isso no ChatGPT, beleza, ele pode fazer, mas aí ele já vai aplicar no seu brinde, no seu negócio.

Então a gente transforma. E hoje criar uma ferramentinha com IA é muito mais fácil, né? Então é a gente começar a pensar um pouquinho nisso também.

Eu não vou falar exatamente o que a gente fez que deu muito certo, mas, cara, a gente está orientando o nosso SEO, a nossa criação de material rico, totalmente para ferramentinhas que realmente são úteis, em que a pessoa precisa entrar no seu site, copiar e colar alguma coisa. Então é interessante você observar esses cases.

Processo de GEO para agências: como ver quais empresas o ChatGPT recomenda

▶ Assista a este trecho (22:15)

Renan: E aí eu queria trazer um pouco para o lado mais prático, né? Até o pessoal comentou: “Ah, Renan, como eu vejo os dados disso? É do Reportei, é do Flux?”. Galera, como eu falei, quando a gente falar de análise de dados, é o Reportei. Então quem é cliente consegue fazer relatórios de GEO.

Depois eu mostro rapidinho aqui, não é tanto o objetivo da live. E o Flux é para a galera de agendamento de post; dá para fazer pela IA e tal, mas não é tanto o foco. Então, para o que eu estou falando aqui, você precisa do Reportei, beleza?

Então, trazendo para um lado mais prático, Ricotão: eu sei que você é o cara dos processos, tem centenas de clientes, mentorados e tal. Você ensina sempre nessa visão macro, né? O que vocês aprenderam em termos de processo? O que vocês incorporaram na rotina de SEO e GEO que vem dando resultado, o que está rodando?

É claro, você não precisa me dar o detalhe do detalhe, porque aí eu tenho que ser seu mentorado. Mas o que você hoje está conseguindo entregar na rotina? Porque a maioria da galera que está assistindo a gente aqui é agência, então eles querem coisas que possam levar para os clientes.

Igual a gente falou de Bing aqui: todo mundo instala o Bing, vamos incorporar o Bing na nossa vida. Que mais a gente pode pensar de processo para isso começar a virar uma rotina dos nossos clientes também, nas nossas agências?

Fábio Ricotta: Cara, vou até compartilhar a minha tela para mostrar o racional de como eu uso.

Renan: Enquanto isso, olha aqui: “GEO, trabalho de formiguinha”. E o André falou que o ChatGPT usa muito o blog dele como referência, mas parece que não joga o tráfego, né?

Fábio Ricotta: O que eu costumo fazer? Aqui eu estou no ChatGPT anônimo, e acho que vale falar isso para vocês: o ChatGPT em que você tem a sua conta está enviesado com o seu contexto. Então eu sempre abro uma janela anônima para ter uma boa ideia.

E aí é legal você começar por alguma pergunta que vai sugerir aquele negócio. Então vamos pegar… Dá um tema aí. Alguém coloca no chat algum segmento de mercado para a gente poder falar.

Renan: Vou fazer dessa empresa de brindes que eu peguei de exemplo.

Fábio Ricotta: Brindes de quê?

Renan: Brindes corporativos. Squeeze, essas coisas que você faz para evento, feira, entendeu?

Fábio Ricotta: Brindes para eventos. Então eu vou colocar assim: “Preciso encontrar uma empresa de brindes para eventos, pois preciso para o meu negócio. O que me sugere?”.

O que eu gosto de fazer é uma consulta como essa. No geral, você pode explicar o negócio que você tem para o próprio ChatGPT e pedir para ele gerar essas consultas para você. Mas aqui eu estou indo do jeito mais simples possível: eu quero mostrar para vocês o jeito que eu penso.

Então aqui ele já começa. É legal você ver que já apareceu um “pesquisando na web” aqui. Aí ele fala: “Quais brindes valem a pena?”. Começa a falar de tipo de brinde, né?

Eu ainda não falei disso, mas ele já me deu algumas sugestões, algumas empresas que apareceram aqui. E, nessa visão de sugestões, é legal você ver que às vezes ele lista os lugares, as empresas, e do lado aqui sempre tem algumas referências, ó, desse lado.

E eu vou falar assim: “Cara, por que você me sugeriu estas empresas?”. Essa é a essência. Às vezes ele coloca ali a lista de fontes, às vezes tem um iconezinho aqui escrito “Fontes”. Se tiver, você abre; se não, ele fala: “Sugeri essas empresas por conta de tais coisas”.

Então ele começa a fazer alguma sugestão. Aí ele pede para eu entrar e dar mais detalhes, mas eu posso tentar entender o que ele está fazendo de sugestão. Agora eu vou abrir o meu ChatGPT logado para você ver uma diferença. Calma aí, vou jogar a mesma consulta, só vou ocultar minhas coisas aqui.

Como analisar GEO: ferramentas de SEO e as fontes que o ChatGPT usa

▶ Assista a este trecho (27:19)

Renan: Enquanto você vai ajustando aí, uma coisa importante que o pessoal falou, e que o André também começou a comentar: existe um setup para você trabalhar com mais qualidade de dados de SEO e GEO. Para mim, ele começa com Bing Webmaster Tools, Google Search Console e Google Analytics 4, que são gratuitos. E, de preferência, você conecta uma ferramenta paga de SEO, de GEO etc.

Para mim, as top são o Semrush e o Ahrefs. Hoje eu uso o Ahrefs, e eles têm conexão com o Reportei também. Então, se você conecta todas essas plataformas dentro do Reportei, depois consegue jogar isso, por exemplo, lá no Claude, ou dentro do próprio Reportei, e colocar nos seus relatórios padrão. Dá para você criar os seus gráficos de todos os seus clientes, de todos os seus canais.

E isso é uma coisa que a gente também tem que pensar na IA, cara. Se eu estou lá mexendo em IA, eu preciso ter ferramentas para alimentar e gerar dados para a minha IA também. Não adianta só a pesquisa no ChatGPT; a estratégia geralmente não vai só com isso.

Então, quanto mais ferramentas você tiver conectadas para análise de dados, e quanto mais dados essas ferramentas já tiverem, ótimo: aí você vai começar a fazer coisas maravilhosas. Porque, por exemplo, no Search Console e no Bing você vai olhar o seu próprio conteúdo. Já no Semrush e no Ahrefs, você vai olhar o conteúdo externo.

Então é uma outra brincadeira, que vai se juntar ao seu SEO, né? O pessoal falou isso aqui e eu achei importante a gente colocar.

Fábio Ricotta: Então, agora eu estou logado, Renan. Peguei a mesma consulta: “Preciso encontrar uma empresa de brindes para evento, pois preciso para o meu negócio”. Ele já vai ver o meu contexto, mas aqui ele tende a mostrar as fontes de onde extraiu, né?

Renan: Já pegou a Agência Mestre.

Fábio Ricotta: Já pegou o contexto. Mas o que eu quero mostrar é que ele vai ter certas fontes. E, a partir das fontes, você tem que começar a raciocinar: cara, o que o ChatGPT está usando para extrair essa informação da internet?

Se eu clico aqui no “Pensando”, muitas vezes ele detalha o que está fazendo. Deixa ele terminar. Mas, ó: “Selecionando fornecedores locais”. Ele vai me mostrar essa lista e eu vou conseguir ver as fontes que ele está utilizando.

Vamos ver se ele já mostra para a gente. “Refinando recomendações.” Mas o principal, acho, é a mentalidade: olha os sites que estão sendo recomendados ali. Ó, pesquisou em 18 sites.

Como descobrir os sites que o ChatGPT usa como fonte e aparecer neles

▶ Assista a este trecho (30:22)

Fábio Ricotta: É isso que eu quero: saber quais são esses 18 sites que ele olhou. Ó, ele trouxe aqui a Innovation Brindes e mais algumas empresas de brindes personalizados. Deixa ele terminar de carregar, que ele vai mostrar o que eu quero mostrar para vocês.

Renan: É, nenhuma aí se repetiu da pesquisa anterior que você fez agora.

Fábio Ricotta: Acho que a Innovation apareceu. Foi a única que apareceu. É, essa aí apareceu também. Mas ó, ele já fala o que eu faria e tudo mais, e aí vai tentar continuar a conversa, né? Deixa ele puxar aqui.

Renan: Olha só que interessante: tem o comentário do Breno linkando com o que você falou, o Google Meu Negócio ali com um peso grande, porque ele pegou a sua região.

Fábio Ricotta: Ele puxa aqui com base no Google Meu Negócio. Então, para quem tem negócio local, é muito importante fazer um excelente trabalho de Google Meu Negócio, tá? É fundamental que você esteja pedindo para a sua audiência, para os clientes satisfeitos, deixarem um review.

Mas ó, eu cliquei aqui nos três pontinhos. No gratuito, no não logado, ele não mostra isso, mas eu clico em “Visualizar fontes” e ele começa a mostrar todos os sites. Ele tá mostrando aqui a Innovation, as outras empresas e mais 10 sites. Aí ele começa: “10 melhores fornecedores de brindes personalizados para empresas”, “18 fornecedores de brinde”, “brinde personalizado para empresa”.

Cara, cada um desses lugares que ele vai sugerindo aqui, e mais 100 lugares, ó, eu posso abrir e tentar descobrir lugares parecidos com esse de “10 melhores fornecedores de brindes personalizados”, nem necessariamente falando dessa empresa. Deixa eu tentar carregar esses dois aqui. Esse carregou mais rápido.

Aí você olha um site como esse, né? O cara publicou em 20 de outubro, faz uns seis dias: “18 fornecedores de brinde”. Ele colocou aqui os fornecedores listados dessa forma. E aí você fala assim: “Pô, minha empresa não tá aqui”.

Tá aqui o nome do autor. Você vai clicar no nome dele e tentar descobrir quem é. Já tá aqui, ó: “Compartilhar esse guia”, tem o Facebook, o X, o e-mail do cara. Pronto, achei o e-mail.

O que eu posso fazer? Falar assim: “Cara, eu gostaria de patrocinar o seu post de 18 fornecedores. Eu queria ser o fornecedor que tá ali na primeira posição. Eu te pago 500 reais para estar ali”. Ou 200 reais, que é um valor baixo.

O cara vai ficar felizão, ele tá ganhando com esses 100 reais aqui. Ele vai ficar felizão de te colocar aqui, entendeu? E você vai fazendo isso para todas as marcas que vão aparecendo. E eu diria para você, Renan, do Reportei, do Flux, fazer exatamente a mesma coisa.

Aqui é mídia paga: você tá comprando a publicidade nesse lugar. Então, uma das estratégias de rápido impacto é procurar as fontes com que o ChatGPT já tá trabalhando e filtrar isso. E você faz isso toda semana: olha as fontes, baixa essa lista de fontes e vê se tem alguma nova, porque ele tá sempre procurando algum lugar.

Vale a pena pagar para aparecer em listas e diretórios citados pela IA?

▶ Assista a este trecho (33:25)

Renan: Vou te fazer uma pergunta. Nesse caso, pô, foram 18 sites que ele olhou, né? Você sabe definir que um site é mais importante que outro, ou eu vou patrocinar os 18? Talvez não. Você tem algum critério para isso?

Porque o que eu percebi da IA, e é uma coisa legal para a gente no SEO, é que ela gosta de coisa nova, né? Se você tem uma novidade ali, um post novo, ela usa aquele negócio, acha interessante. Mas ela gosta também dessas listas grandes, porque ela já leu uma lista ali, bate uma lista com a outra e tal.

Só que até que ponto, né? Isso pode virar uma coisa sem fim, porque aí você acha uma lista aqui, outra lista acolá. Qual lista tá dominando, qual não tá?

Eu vi, em segmentos com pouquíssima competitividade, as listas serem criadas pelas próprias empresas. Tipo, elas faziam lá “quais são as cinco melhores agências de marketing?” e se citavam. Agência de marketing é muito competitivo, mas a empresa se cita e aí, beleza, a IA vai citar isso.

Enfim, isso é realmente, como você falou, mídia paga. Então eu pego aqui 10 sites, pago 200 reais para cada um e é isso aí, vamos embora?

Fábio Ricotta: É uma estratégia de dominação, cara. Você tem a opção de fazer ou não fazer, né? Eu acho que é uma opção de você olhar e começar barato. Às vezes, por 100 reais, o cara te lista ali.

Ele simplesmente te coloca ali na listagem. E você escolhe aqueles que o cara talvez atualize com mais frequência, que o cara tem algum carinho. De muitos você não vai conseguir o contato da pessoa, então, sei lá, você vai escolher 10. Dos 10, só sete vão te responder, ou cinco.

Eu acho que esse é o trabalho: procurar fontes ali. E muitas vezes, eu vi alguém comentando, eles vão citar até diretórios. Para agência aparece muito diretório. Por exemplo, tem um diretório da Semrush para agências.

Eu paguei lá os 500 dólares da Semrush para estar lá. Simplesmente não vem lead, mas eu comecei a aparecer lá. Hoje eu não pago mais, mas sigo aparecendo dentro do diretório deles, entendeu? Então, às vezes, a ativação vale a pena.

O próprio Reportei fez um diretório de agências. É importante que você esteja lá, sabe? Eu acho que a jogada é: o que é gratuito, você se inscreve. Tem diretório gratuito que faz isso.

Eu estou há muito tempo, desde o ano passado, divulgando isso para os meus mentorados: pô, vai lá nos diretórios gratuitos que têm uma seção só de agência. Para o seu segmento, que é de SaaS, tem vários diretórios de SaaS disponíveis no mercado. Então, pô, o cara que começou um SaaS hoje vai lá nos 20, 30 diretórios gratuitos e se inscreve, entendeu? Mal não faz você se inscrever.

Agora, se você descobrir uma lista dos 20 SaaS que estão bombando no Brasil, 20 SaaS de marketing digital, você olha, é um post legal, e você quer patrocinar, tenta oferecer 100, 200 reais. Às vezes o cara fala: “Cara, 100 reais tá ótimo para mim”. E ele te lista ali no meio.

Porque o jogo é sobre repetição de marca. No momento, não é como o Google, que já é sobre a reputação de quem te menciona. Eu acho que vai chegar lá, mas nesse momento é por quantidade.

Eles têm que resolver um problema de cada vez. O primeiro problema é: vamos indexar o máximo da internet mundial. Vamos pegar por repetição, que é o que o Google fazia: quanto mais backlink, melhor.

Depois os caras falaram: não, é por fonte de qualidade, vamos botar o tal do TrustRank. Eu ensinava esse negócio no curso de SEO em 2010. E eles vão botar uma camada de confiança. Na hora que eles colocarem a camada de confiança, o jogo muda, mas até lá você tem que se aproveitar do algoritmo do jeito que ele tá, entendeu?

Diretório de agências do Reportei e checklist de GEO

▶ Assista a este trecho (36:27)

Renan: Olha só, pessoal, para quem tá acompanhando a nossa live: foi citado aqui o diretório de agências do Reportei. Hoje já estão batendo lá quase 300 agências. É reportei.com/agencias: cadastre gratuitamente a sua agência, o seu nicho, e aí você vai se posicionar em SEO e GEO.

Cara, a gente fez isso de propósito, porque a gente sabe que hoje é necessário ter mais diretórios e agregadores, né? Então essa estratégia é de propósito, e tá aí disponível para você. Não precisa ser cliente Reportei, é só cadastrar a sua agência lá. E o próprio Reportei já puxa os dados do seu negócio.

Diretórios de agência, diretórios do segmento em que a sua empresa está, como o André falou aqui. O Matheus já falou que vai colocar um agente de IA para rodar, pegar os diretórios e mandar os e-mails. Esse é o caminho.

Aliás, eu já fiz isso no Reportei também. Eu peguei e falei: “Cara, olha os diretórios em que os meus concorrentes estão, olha onde eu estou e veja os diretórios em que a gente deveria estar”. E aí ele saiu cadastrando.

Esse tipo de agente, por exemplo, cadastra, gera um login, faz tudo para você. Tá rodando lá e cadastrando o meu produto nos diretórios. Não seja preguiçoso igual eu.

Nesta live, a gente também vai deixar disponível para vocês um material: um checklistzinho de GEO, de SEO ou, como o pessoal também falou, de AEO, LLMO. Teve uma briga aí para ver qual era o nome, né? Acho que é GEO.

A gente vai deixar esse checklist no link da live para quem tá assistindo, com mais materiais para você alimentar as suas IAs e também para validar se você tá seguindo os procedimentos para estar mais bem posicionado nas IAs. É material complementar, fora tudo o que tá sendo falado aqui, que são dicas bem legais.

Lá vai ter o checklist completo para você validar. Igual o pessoal faz checklist de SEO, a gente criou o checklist de GEO. Então, dá uma olhadinha lá, é bem bacana.

O checklist de SEO, AEO e GEO citado na live está disponível neste link.

Quanto tempo o SEO leva hoje para aparecer no Google e no AI Overviews?

▶ Assista a este trecho (39:27)

Renan: Para a gente evoluir aqui com mais perguntas que surgiram, Ricotta: eu entendi esse lado quase de mídia paga, de tráfego pago com tráfego orgânico, que é uma história bem interessante. Eu fiz um experimento há alguns dias e vi como isso tá muito doido.

Eu tava analisando um site pequeno. Um cara veio aqui em casa instalar uma câmera e falou: “Pô, Renan, eu sei que você mexe com marketing digital, você podia me ajudar aqui com o meu marketing”. Eu falei: “Cara, me dá aí o login do seu site, do seu servidor, do seu Google Meu Negócio, e vamos embora”.

Ele me deu os acessos e foi almoçar; eu também fui almoçar. Eu mandei aquilo para o Claude com alguns parâmetros que eu tenho. O Claude foi lá, navegou no site dele, refez umas páginas e mexeu no Google Meu Negócio dele.

Resultado, cara: em uma semana esse cara tava aparecendo no AI Overviews, top dois da cidade para instalação de câmera e alarme. A cidade aqui é Juiz de Fora, inclusive, onde eu estou.

E aí eu falei: “Cara, por quê?”. Pô, o segmento: todo mundo com site desatualizadaço, as empresas locais sem atualizar o Google Meu Negócio. Eu simplesmente perguntei para a IA: “Cara, como eu apareço mais na IA?”. Dei o site, dei o Google Meu Negócio do cara, ela mexeu, fez tudo, puxou coisa do Instagram, enfim.

E aí eu falei: “Cara, claro, é um segmento simples, mas eu fiquei impressionado com a velocidade com que a IA tava respondendo”. E o Google respondeu rapidamente.

Não sei se você reparou, mas eu tive essa impressão nesse caso: eu tô achando o SEO, aquela SERP lá, mais dinâmica também, sabe? Antigamente, para posicionar um site, demorava um tempinho. Cara, eu mexi e em dois, três dias eu tava na IA, tava em top dois, três na busca.

É um segmento tosco ali, mas eu tô entendendo que o próprio Google tá usando muito a IA para se balizar ou, sei lá, para acelerar a velocidade da resposta, trazendo novidade. Eu tô entendendo que o SEO também tá buscando muito essa parte do social, do que tá acontecendo, de tudo o que você produz em rede social.

Até que ponto, né? Porque o SEO sempre fica naquela coisa meio lenta: “Ah, são seis meses para dar resultado”, sabe essa história? Até que ponto isso continua valendo para um site ranquear? Ou mudou, e são seis semanas, seis dias?

Porque na minha época eu pedia para o cliente: “Cara, me dá seis meses para eu posicionar aqui”. Hoje, sei lá, viu? A gente ficava preocupado com o tráfego pago, que tinha resultado rápido. Será que a gente não tá vivendo isso também num GEO da vida, ou até no próprio SEO?

Fábio Ricotta: É, cara, o que eu tenho notado é que o AI Overviews tem uma variação muito grande durante uma mesma semana. Depende do volume de consultas, obviamente, mas também da produção de material em cima disso.

Então você nota, igual você falou, muitas referências de Instagram. Cara, tenho visto muita resposta com esse linkzinho do Instagram, vídeo do YouTube, como você sinalizou. Eles usam muito essa fonte de social para amparar o AI Overviews.

O meu entendimento é que eles querem dar um conteúdo o mais atualizado e o mais direcionado possível. Então, eles confiam mais em fontes externas.

Já a parte dos links tradicionais, os antigos 10 links azuis, eu ainda sinto que é um pouco mais devagar do que o AI Overviews. Mas você consegue manipular o AI Overviews, ou aparecer no AI Overviews, em questão de uma semana.

Parasite SEO e conteúdos antigos: como aparecer rápido no AI Overviews

▶ Assista a este trecho (42:29)

Fábio Ricotta: Tem uns caras, inclusive, que têm uma linha aí, para quem quiser pesquisar e entrar nesse submundo: o Parasite SEO, o SEO parasita, como a galera fala. O jogo dos caras é que às vezes, em três dias, eles conseguem aparecer para alguns termos como fonte daquele resultado.

O cara usa post no LinkedIn, dando um exemplo, post do Quora, do Reddit, vários outros sites que eles costumam usar como fonte rápida, em que você mesmo pode fazer um post. Usam até post no Instagram, com carrossel, em perfil aleatório, para garantir que você seja lido com a mesma terminologia, e aí você passa a aparecer. Então tem uma galera, vamos dizer assim, numa linha bem cinzenta ali, quase o black hat das antigas, né?

Renan: O black hat das antigas, raiz, né? Porque, cara, resultado rápido faz a pessoa testar rápido, e isso faz o hack aparecer mais rápido, ou não, né? Pode ser que no longo prazo aquilo suma.

Mas, quando você consegue fazer uma coisa e em dois, três dias vê resultado, isso incentiva você a fazer mais testes. E aí muitas vezes o teste é um hack. Não um hack antiético, nada disso; o black hat era meio antiético, né? É um hack de aproveitar um sistema que ainda tá imaturo.

Fábio Ricotta: Uma dicazinha em cima disso: para a pessoa saber se a área dela dá para avançar um pouco e conseguir resultados rápidos com o AI Overviews, é muito de olhar o tema, olhar as fontes do AI Overviews e quando elas foram publicadas. Se você começar a abrir os links e vir que são coisas meio antigas, de dois, três, quatro, seis meses, pode ser que, publicando esse conteúdo ou essas informações, você consiga aparecer ali com mais velocidade.

Então, numa possível escolha entre termos ou assuntos, priorizar aqueles que estão com informações mais antigas, porque aí você pode superar os conteúdos que estão mais velhos, vamos chamar assim. Eu jogaria esse jogo.

No meio do caos, sei lá, preciso otimizar 200 palavras: o que eu vou produzir? Vou produzir primeiro para as que têm conteúdo mais antigo ali no AI Overviews. Então, fica aí uma dica válida.

Como criar páginas que a IA cita: preço, comparativos e reviews

▶ Assista a este trecho (45:32)

Renan: Interessante, interessante. Então, pega essa dica de produzir primeiro para os temas em que o conteúdo é mais antigo. E, nesse caso, acho que vou linkar com o que o André falou aqui: “cria um texto amigável para a IA”.

Uma coisa que eu estou aprendendo, e que estou tentando fazer no Reportei, é que muitos conteúdos que a gente produz hoje, seja na rede social, no YouTube ou dentro do nosso site, não são mais para o humano. Eles são para agentes lerem. Então, tudo o que eu puder facilitar para um agente, eu facilito. Estou jogando no time dele.

E o André tinha comentado uma coisa aqui. Por exemplo: a pessoa quer saber quanto custa o seu serviço. Se na sua página você fala “o meu serviço custa de tanto a tanto, ele tem isso, isso e aquilo”, você está ajudando a IA. Quando alguém perguntar “quanto custa o serviço de marketing?”, ela vai olhar para a sua página: agência de marketing, o serviço custa tanto.

Então, são dados, são coisas que você pode escolher. Eu estou vendo empresas fazendo isso: criando páginas inteiramente desenhadas para que uma IA leia e encontre. E do que a IA gosta? Ela gosta de comparativo, ela gosta de review.

Então, o cara tem uma página só de review do sistema dele. O outro cria uma página só de comparativos, com 200 comparativos. Tem também uma coisa que o pessoal fazia muito no SEO: “o Flux é uma ferramenta de agendamento de posts”, “agendar post para Instagram”, aquela famosa frase única.

Só que aí o cara começa a buscar tudo o que tem nesse universo de agendar post no Instagram, as pequenas perguntas, e popula uma página sobre isso para a IA. Eles falam: “Essa não é mais uma página para o humano, é uma página para a IA”. E funciona: o cara começa a ser citado pelas IAs por isso.

Então, o desafio que eu estou propondo é que a gente comece a pensar, quando criar um conteúdo ou planejar uma página: que parte dessa página é para as IAs e que parte é para o humano? Ou então: esse conteúdo é para o humano, esse é para a IA.

Isso está se misturando, mas você já consegue entender: “essa informação eu preciso trazer para ser mais valioso para as IAs”. Para o humano, aquilo não faz tanto sentido. É um monte de parâmetro, um monte de coisa que não interessa para ele.

Conteúdo para IA ou para humanos? O papel do llms.txt e do FAQ no GEO

▶ Assista a este trecho (47:33)

Renan: Eu tenho notado isso nos conteúdos, só que a gente ainda está um pouquinho travado nisso, né? Muitas vezes a gente ainda está produzindo do modo antigo e esquecendo de inserir alguns elementos na página.

Não sei se você concorda com isso. Hoje você fala “não, Renan, todo conteúdo é para humano, e a IA é que vai ler lá”? Ou você tem conteúdos em que realmente pensa em como o agente gostaria e adapta, ou até cria um conteúdo 100% para um agente? Isso já é uma realidade, ou você mantém o que era e só otimiza?

Fábio Ricotta: Primeiro, um histórico aqui, que é uma visão do que a gente faz. Sim, a gente pensa que o conteúdo do site da pessoa vai ser lido pela IA. Então, ele precisa ser escrito de uma forma que a IA consiga entender. Concordo 100% com você.

Se a empresa tem uma faixa de preço do produto, é legal colocar e explicar o produto de forma explícita, de um jeito fácil para a IA entender. E isso você consegue melhorar lendo as próprias respostas do ChatGPT.

Mas eu saí um pouco do pensamento inicial da galera, que era aquele llms.txt, se não me falha a memória. Era um arquivinho criado para as LLMs, e a galera estava quase jogando o site inteiro lá dentro.

Depois veio outra galera e falou: “Não faz isso, porque você está basicamente duplicando todo o conteúdo. É melhor escrever algumas coisas sobre a sua empresa que você quer que sejam verdade”. Hoje eu já penso um pouquinho melhor: acho que não precisa desse arquivo.

Por exemplo, estou trabalhando no novo site da Agência Mestre. Isso é legal, porque depois a galera vai poder consultar; acho que em mais uma semaninha eu ponho no ar. Em algumas páginas, como a de sobre a empresa, eu propositalmente coloquei alguns dados para a IA ler, mas com um visual bonito.

O usuário vai bater o olho e falar “legal, entendi a empresa”, mas tem lá um parágrafo bem descrito sobre a Agência Mestre. Também trabalhei muito a questão do FAQ. Apesar de o Google não listar mais o FAQ na página de resultados, eu entendo que o FAQ normalmente é o jeito como as LLMs leem informação.

Então, toda página que é importante para mim, de serviço, da empresa, tem um FAQ pensado já nas perguntas que o usuário vai fazer sobre aquela temática. Acho que esses pequenos detalhes favorecem que você apareça na IA.

Então, eu criaria conteúdos pensados na IA que, se o usuário for ler, vão fazer sentido para ele. É um conteúdo que tem protagonismo na página? Não necessariamente. Não tem protagonismo, mas é um conteúdo importante para a inteligência artificial e que faz sentido se o usuário for ler.

Para mim, uma das otimizações legais de fazer em SEO, quando você pega uma marca, é esta: cara, olha como o time de vendas vende a empresa para uma pessoa normal e olha como está o conteúdo do site. Traz para o site essa explicação mais detalhada, com pequenos parágrafos, com respostas curtas e rápidas, que é o que a inteligência artificial vai acabar exibindo.

Trazer de forma textual para a inteligência artificial aquilo que a gente explica é, para mim, uma das coisas que dão resultado mais rápido para qualquer marca. Essa mudança do conteúdo dentro do próprio site, sabe?

Renan: Cara, isso é ouro, né? Porque é um paradigma diferente, mas acho que faz total sentido.

Como criar um relatório de GEO com IA no Reportei Studio

▶ Assista a este trecho (50:37)

Renan: Eu vi o pessoal comentando aqui e queria deixar isso como uma dica. Se hoje eu quero fazer uma análise de GEO, ou de SEO também, tem uma coisa dentro do Reportei que é superlegal.

O que você vai precisar para essa receita? Uma conta do Reportei, e dá para fazer no teste gratuito. E, do seu cliente, uma conta de Search Console e de Google Analytics. Se tiver o Bing Webmaster Tools, melhor. Se tiver um Ahrefs ou alguma outra ferramenta assim, melhor ainda.

E qual é a dica? O Reportei tem os relatórios tradicionais e agora tem o que a gente chama de Studio. O Studio é um lugar onde você cria PowerPoint, cria apresentações, e elas são totalmente feitas por IA.

Vou selecionar aqui somente o Search Console e o Google Analytics 4 do Reportei. Não vou selecionar nenhum outro, mesmo se tivesse outros aqui. Tem o Bing também, que eu poderia colocar, mas vou colocar só esses canais para facilitar para a nossa IA, para o nosso Studio.

Dentro do Studio, vou pedir o seguinte: “Cria um relatório de GEO desse cliente”. Só isso. Dou o OK e ele vai criar.

E o que acontece? Isso aqui, ó. É um relatório e também uma apresentação (eu quis criar uma apresentação), totalmente personalizada e somente de GEO. Ele usou uma identidade visual que ele mesmo fez, mas depois você pode ajudá-lo nesse sentido.

Aqui está o relatório de GEO do cliente de julho de 2026, com várias informações. Ele puxou o Search Console e o GA4 que eu falei para vocês. E, cara, ele já fez até uma capa e um resumo executivo, com as informações que você teve nesse período e a visibilidade da audiência.

É tudo totalmente editável, está vendo? Aqui você consegue fazer o que quiser. Tem distribuição por dispositivo, comportamento do site, páginas. Esse aqui é o do próprio Reportei, ó: aparece a página de recuperar conta do TikTok, as páginas orgânicas em destaque, a visibilidade, os países em que a gente está aparecendo (México, França, Peru, Espanha) e os conteúdos mais acessados.

Dá para editar e mexer, mas basicamente isso aqui é um relatório só de GEO. E aqui do lado ele me deu opções: adicionar um comparativo, destacar oportunidades de SEO, incluir recomendações.

É uma IA dentro do próprio Reportei, que faz um pouco de tudo. E isso está disponível para todo mundo do Reportei. Aqui ele está buscando os dados do Search Console, ó.

Depois de criar, você pode publicar como modelo de relatório e usar como template. Ou seja, isso pode ser o modelo de GEO da sua agência. Você cria um, ajusta aqui, e o seu está pronto.

Isso é loucura, porque você faz com os dados do Reportei e não fica gastando crédito da sua IA. Você tem uma liberdade absurda: isso vira PowerPoint, vira slide, vira infográfico.

Aqui eu pedi de GEO, mas dá para fazer de qualquer coisa do seu cliente: você pode pôr o YouTube, o Google Ads, o Meta Ads. Claro, é um relatório como você faria com IA. É uma nova maneira de visualizar, o famoso lançamento que a gente fez este ano no Reportei.

E, cara, dá para fazer inclusive o que a gente falou aqui na live: pegar só os dados específicos de GEO para o seu time analisar e criar um template padrão que sirva para a sua conta inteira.

Uma coisa muito importante no Reportei, e que eu falo para todo mundo, gente: o Reportei é sobre relatório. É sobre você ter um momento para sentar com o cliente e discutir informações com ele. Você vai ter que montar isso de alguma maneira.

O Reportei é uma ferramenta: você pode conectá-lo no Claude, por exemplo, pode conectar no ChatGPT, pode usar dentro do próprio Reportei. O fato é que a gente precisa ter esse momento de conversar e trazer resultados para os clientes. A agência funciona assim.

O Ricota tem uma agência. Ele tem que sentar com os clientes dele uma vez por mês, ou a cada dois meses, e discutir o futuro. E para isso você precisa de uma apresentação, de alguma coisa.

Quando a gente fala de dashboard, de análise de dados, isso é para você, pode usar tranquilo. Mas, quando a gente fala de apresentação, a gente tem funcionalidades como essa, porque está pensando nisso.

Então, testa aí; o pessoal já está usando e comentando. Fica bem à vontade, porque isso é feito para vocês sentarem diante do cliente com uma análise de GEO muito mais bacana, que é a discussão deste tema aqui.

MCP do Reportei e do Flux: relatórios e posts agendados pelo Claude e pelo ChatGPT

▶ Assista a este trecho (55:42)

Renan: Beleza, pessoal? Estamos caminhando para o final. O tempo até que rendeu; eu já achei que não ia ter tempo, mas foi um papo de alto rendimento. Rico, quero te agradecer. Não sei se você tem alguma oferta pessoal para quem ficou fiel aqui com a gente. Fica à vontade.

Fábio Ricotta: Cara, o convite que eu queria fazer é para a pessoa procurar depois o meu canal aqui no YouTube. Tem alguns tutoriais com o Reportei, inclusive usando o MCP do Reportei. Isso casa com o que o Matheus Palma falou aí: no dia em que você usa o Flux com o MCP, não abandona mais. E, cara, eu acho que isso é verdade.

Tanto o Flux quanto o Reportei têm essa facilidade de a gente acessar via ChatGPT ou pelo Claude. Assim a gente pode organizar os dados e talvez fazer algum processamento diferente das informações, montar um dashboard diferente, um relatório mais rápido para o seu cliente. Acho que é um jogo muito inteligente: somar as forças das ferramentas.

O que eu gosto no Reportei é que ele junta todos os meus clientes em uma conta só. Não preciso ficar deslogando e logando em cada um dos lugares, e isso é vida. E aí, com o Claude, eu só mando, ele abre o MCP do Reportei e puxa os dados para mim.

Então, é um investimento muito bom que a gente faz aqui na Agência Mestre. E o Flux também, porque você pode agendar os posts diretamente pelo próprio Claude, pelo ChatGPT. Eu fiz os testes, gravei vídeo, e vai sair no canal. Tá animal, cara. Parabéns, viu?

Renan: Isso é doideira. Outro dia eu fui agendar um post na mão, como faziam os astecas. Peguei uma imagem, subi a imagem, subi uma legenda, e aí você tem que ficar: TikTok é assim, Reels é assim, Feed é assim. Cara, você tem que ficar ajustando cada um.

No MCP do Flux, você põe a mesma imagem, o mesmo texto, e ele agenda 30 posts para você num prompt. É loucura, entende?

Aí tem gente integrando com agentes de IA. Eu mesmo ainda não usei tanto; quero ver o que vão fazer com o Reportei integrado a esses agentes. Pode ser um próximo tema, André: você vem aqui falar como usar o Reportei integrado a um agente, que eu achei fantástico.

E aqui estão todos os links, galera: o YouTube do Ricotão, sempre com informação nova. Quero agradecer mais uma vez, e até a próxima live. Toda segunda-feira, às 15h, tem conteúdo aqui com alguém muito fera, conteúdo exclusivo principalmente para quem é agência e tem as dores que a gente tem. Um abração, muito obrigado, Ricotão.

Fábio Ricotta: Valeu, galera, um abração para vocês. Ótimo dia.

Para montar o relatório de GEO dos seus clientes, conecte o Search Console, o GA4 e o Bing Webmaster Tools no Reportei e peça o relatório no Reportei Studio. Se preferir trabalhar direto no Claude ou no ChatGPT, use o MCP do Reportei. Toda segunda-feira, às 15h, tem live nova no canal do Reportei.

FAQ: dúvidas frequentes sobre GEO para agências

1) O que é GEO?

GEO é a sigla de Generative Engine Optimization. É o trabalho de otimizar a presença de uma marca para que ela apareça nas respostas de IAs generativas, como ChatGPT, Claude, Gemini e o AI Overviews do Google. Ele usa a base do SEO, mas o objetivo é ser citado pela IA, e não só ranquear nos links azuis.

2) GEO dá resultado ou é métrica de vaidade?

Na live, Fábio Ricotta disse que o tráfego vindo das IAs ainda é pequeno, mas tende a crescer, e que já aparecem vendas de clientes que chegaram por recomendação do ChatGPT. Como cada ferramenta de monitoramento mostra um resultado diferente, ele sugere começar com cerca de 15 consultas que uma pessoa faria sobre a marca e acompanhar essas consultas com frequência.

3) Como descobrir quais sites o ChatGPT usa como fonte?

Abra o ChatGPT numa janela anônima, faça a pergunta que um cliente faria sobre o seu segmento e depois pergunte por que ele sugeriu aquelas empresas. Com a conta logada, a opção “Visualizar fontes” lista os sites consultados. Fábio recomenda repetir isso toda semana e tentar entrar nas listas e diretórios que aparecem.

4) O Bing Webmaster Tools ajuda no GEO?

Segundo Fábio, o Bing Webmaster Tools é a única ferramenta que mostra consultas feitas na parte de inteligência artificial. Cadastrar o site não melhora a posição, mas libera dados para mapear termos. A recomendação dele é usar o Bing junto com o Google Search Console e conectar os dois ao Reportei.

5) Quanto tempo leva para aparecer no AI Overviews?

Na experiência de Fábio, o AI Overviews varia muito durante a mesma semana, e dá para aparecer nele em cerca de uma semana. Os links tradicionais ainda andam mais devagar. Para ganhar velocidade, ele prioriza temas em que as fontes citadas pelo AI Overviews foram publicadas há vários meses.

6) Preciso de um arquivo llms.txt?

Fábio contou que hoje acha que o arquivo não é necessário. Ele prefere escrever no próprio site, de forma explícita, o que a empresa faz, quanto custa e as perguntas frequentes de cada serviço, em parágrafos curtos que a IA consiga ler e que façam sentido para quem visita a página.

Renan Caixeiro

Cofundador e CMO do Reportei. Jornalista, especializado em Comunicação Corporativa pela UFJF, também é host do Projeto SaaS.

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