Saiba o que é social commerce, benefícios da estratégia e como começar a vender pelas redes sociais
Sem dúvidas, o social commerce vem transformando profundamente a forma como as marcas se relacionam com seus consumidores no ambiente digital.
Afinal, se antes as redes sociais eram usadas apenas para divulgar produtos e fortalecer o relacionamento com o público, hoje elas assumem um papel muito mais estratégico: o de canais diretos de venda, que integram descoberta, interação e conversão em um único fluxo.
Inclusive, esse movimento acompanha uma mudança clara no comportamento do consumidor, que passa boa parte do tempo navegando nessas plataformas para consumir conteúdos, acompanhar criadores e buscar referências antes de tomar decisões de compra.
Sendo assim, faz cada vez mais sentido que a jornada aconteça ali mesmo, de forma simples, fluida e integrada à experiência de uso da plataforma.
Por isso, neste artigo, você vai entender de maneira mais profunda o que é social commerce, como ele evoluiu nos últimos anos e quais são os principais caminhos para começar a vender pelas redes sociais de forma estratégica. Acompanhe!
O que é social commerce?
Para começar, é essencial entender que o social commerce é o modelo de vendas que utiliza as redes sociais como principal ponto de contato entre marca e consumidor ao longo da jornada de compra.
Na prática, isso significa que o usuário pode descobrir um produto, entender seus benefícios, tirar dúvidas, ver avaliações e, em muitos casos, finalizar a compra sem sair da própria plataforma.
Isto é, diferente do e-commerce tradicional, em que o consumidor precisa acessar uma loja virtual para comprar, no social commerce o processo é mais natural e integrado ao consumo de conteúdo.
Assim, posts, vídeos, stories, lives e recomendações deixam de ser apenas informativos e passam a funcionar como gatilhos diretos de conversão.
Dito isso, entre os principais benefícios dessa estratégia, vale destacar:
- Redução de etapas na jornada de compra, o que diminui fricções e aumenta as chances de conversão;
- Aproveitamento do engajamento social, com comentários, curtidas e compartilhamentos influenciando decisões;
- Maior confiança, já que provas sociais e recomendações fazem parte do ambiente;
- Experiência mais fluida, alinhada ao comportamento atual do consumidor digital.
Ou seja, com a evolução das ferramentas nativas das plataformas e o crescimento do consumo de conteúdo em formatos como vídeo curto e transmissões ao vivo, as redes sociais deixaram de ser apenas canais de descoberta e passaram a ocupar uma posição central nas estratégias de venda.

Social commerce no Brasil: cenário e oportunidades
Quando falamos sobre o social commerce no Brasil, encontramos um cenário especialmente favorável para essa estratégia.
Afinal, o país está entre os líderes mundiais em tempo de uso de redes sociais, com alto nível de engajamento e forte influência de criadores de conteúdo no processo de decisão de compra.
Além disso, o consumidor brasileiro tende a valorizar indicações, reviews e experiências compartilhadas por outras pessoas.
Isso faz com que conteúdos autênticos, demonstrações práticas e depoimentos tenham um impacto ainda maior na conversão.
Em conjunto, temos:
- a popularização dos pagamentos digitais e do mobile commerce, que facilitam compras rápidas feitas diretamente pelo celular;
- e a facilidade de iniciar vendas sem uma estrutura complexa de e-commerce, utilizando recursos nativos das plataformas e atendimento direto via mensagens.
Dessa forma, as redes sociais se tornam não apenas canais de marketing, mas também pontos reais de geração de receita.
Principais canais para vender nas redes sociais
Embora o conceito de social commerce seja amplo, algumas plataformas se destacam quando falamos em vendas dentro das mídias sociais.
Por exemplo, o Instagram é um dos canais mais consolidados, visto que oferece recursos como lojas nativas, catálogos de produtos, marcação em posts, stories e reels, além da integração com anúncios.
Isso permite que o usuário não só descubra um produto enquanto consome conteúdo, como também avance para a compra de forma quase imediata.
Já o TikTok vem ganhando protagonismo nesse cenário, principalmente com a chegada do TikTok Shop.
Agora, além de ser impulsionada pelo consumo em massa de vídeos curtos e pelo alto poder de viralização, a rede social chinesa também oferece um canal direto de vendas, o que tende a otimizar ainda mais a jornada de compra a partir dos conteúdos compartilhados.

Por fim, outras redes também podem ser estratégicas, dependendo do público e do tipo de negócio. Por exemplo:
- o Facebook, além de contar com loja nativa, ainda tem grande relevância para determinados segmentos;
- o Pinterest atua fortemente na fase de inspiração e planejamento;
- e o WhatsApp costuma funcionar como um canal complementar para atendimento, negociação e fechamento de vendas.
Ou seja, mais do que escolher uma única plataforma, o ideal é entender onde o seu público está e como ele se comporta em cada rede.
Como marcas e negócios podem começar no social commerce
Agora que você já conhece os benefícios do social commerce e as principais plataformas conectadas à essa estratégia, é importante entender que vender pelas redes sociais vai além de publicar ofertas.
Afinal, o sucesso está diretamente ligado à construção de presença, relacionamento e confiança ao longo do tempo.
Por isso, um bom ponto de partida é investir em conteúdo relevante, que ajude o público a entender o produto, enxergar valor e se sentir seguro para comprar.
Inclusive, demonstrações de uso, comparativos, bastidores e respostas às dúvidas mais comuns costumam funcionar muito bem.
Em conjunto, algumas práticas podem ajudar nesse processo, como:
- Construir autoridade antes de focar na venda direta, mostrando conhecimento e proximidade com o público;
- Apresentar o produto em contextos reais, de modo a facilitar a visualização do uso no dia a dia;
- Explorar provas sociais, como comentários, avaliações e conteúdos gerados por clientes;
- Simplificar o caminho até a compra, com links claros, catálogos organizados e respostas rápidas;
- Acompanhar os dados, entendendo quais conteúdos geram mais cliques, interações e conversões.
A partir de tudo isso, podemos entender que o social commerce é um processo contínuo de testes, ajustes e aprendizado.
Dessa forma, pequenas mudanças na abordagem ou no formato do conteúdo podem gerar impactos significativos nos resultados.
Trends de social commerce para ficar de olho
Mas antes de aplicar o social commerce na prática, também é preciso entender para onde esse modelo está caminhando.
Em razão disso, acompanhar as principais tendências ajuda marcas e negócios a anteciparem movimentos do mercado, ajustarem suas estratégias e aproveitarem melhor as oportunidades que surgem nas redes sociais.
Desse modo, destacamos abaixo algumas trends de social commerce que merecem atenção:
- Crescimento do live commerce: transmissões ao vivo vêm ganhando espaço por criar senso de urgência, estimular a participação do público e aproximar marcas e consumidores de forma mais humana e dinâmica;
- Fortalecimento dos criadores de conteúdo: criadores atuam como intermediários de confiança entre marcas e audiência. Portanto, recomendações autênticas, baseadas em experiências reais, tendem a gerar mais credibilidade e impacto do que comunicações publicitárias tradicionais;
- Avanço da personalização na experiência de compra: recomendações baseadas em comportamento, histórico de interação e interesses do usuário tornam a jornada mais relevante. Ao mesmo tempo, conteúdos mais naturais e focados em storytelling seguem se destacando, especialmente entre públicos mais jovens.
Em conjunto, essas tendências mostram que o social commerce vai muito além de vender diretamente pelas redes sociais, uma vez que ele reflete uma mudança no comportamento do consumidor e na forma como as marcas se posicionam no digital.
Sendo assim, ao integrar conteúdo, relacionamento e conveniência, as redes deixam de ser apenas vitrines e criam novas oportunidades para negócios de todos os tamanhos que desejam crescer de forma mais conectada ao seu público.
Aproveite para ler também: Engajamento nas redes sociais: 10 estratégias para crescer rápido.
FAQ: dúvidas frequentes sobre o assunto
Para quem está começando a explorar o social commerce, algumas dúvidas são bastante comuns.
Dessa forma, a seguir, reunimos as principais perguntas sobre o tema para ajudar a esclarecer conceitos e alinhar expectativas:
É o modelo de vendas que acontece diretamente pelas redes sociais, integrando conteúdo, interação e compra em um fluxo mais simples e natural.
Sim. No social commerce, a descoberta e a decisão de compra acontecem dentro das redes sociais, enquanto no e-commerce tradicional o foco está na loja virtual.
Instagram e TikTok se destacam atualmente, mas Facebook, Pinterest e WhatsApp também podem ser estratégicos, dependendo do público e do produto.
Em muitos casos, sim. É possível iniciar com catálogos nativos, links de pagamento ou atendimento direto, especialmente em fases iniciais.
O conteúdo é essencial para gerar interesse, educar o público, construir confiança e conduzir a decisão de compra de forma natural.
É importante acompanhar métricas como engajamento, cliques, conversões e vendas por canal, integrando dados sempre que possível.
